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Sexta-feira, Setembro 28, 2007

Mimmy às 16:45
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Mimmy às 16:36
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Domingo, Setembro 16, 2007

Mimmy às 17:59
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Sábado, Janeiro 06, 2007
Como eu estava dizendo no post anterior, 2.007 será todo novo. Casa nova, cidade nova, faculdade nova, enfim, vida nova. Junto com tudo isso, o endereço do meu blog também mudará.
Agora vocês poderão acompanhar as novas aventuras da Mimmy na capital através do endereço www.mimmylove.blogspot.com
O template é o mesmo mas o blog terá algumas opções legais que esse não oferece.
Vejo vocês por lá.
Mimmy às 03:48
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Quinta-feira, Janeiro 04, 2007
Por fim, acabei não escrevendo mais por aqui. Não fiz a retrospectiva, não fiz promessa para o próximo ano e não pulei as 7 ondinhas.
Mais um ano passou e fiquei novamente com aquela sensação de tempo perdido. Tempo perdido com as pessoas, com a televisão, com o último trabalho. Tempo perdido dormindo, acordada, conversando e ficando quieta.
O tempo passou e eu nem vi. Não vi o vento, as estrelas no céu, a areia da praia, o mar.
Para 2.007 um ano sem promessas, porque de promessas não cumpridas já bastam as do Lula.
Nesse ano quero ver o tempo passar devagar, quero saborear cada gostinho da "nova vida", quero sentir todo o cansaço já descansado até aqui. Quero motivos para chorar e para rir, para tagarelar ou me controlar e para desistir ou continuar lutando.
Espero não ser a única.
Sucesso, saúde e sabedoria pra todos nós.
Mimmy às 02:43
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Quarta-feira, Dezembro 20, 2006
Faz, faz tempo mesmo. Depois da fase de preocupação por não ter nada pra escrever por aqui, veio a fase do esquecimento e, se eu decorasse o link dos blogs amigos, eu não precisaria sequer ter passado por aqui.
O negócio é que final de ano eu fico desanimada demais. Odeio esse calor todo, os planos pro ano próximo vão aumentando, o tempo se esgotando e junto com o ele, minhas idéias.
Achei que eu deveria dar essa satisfação aos 3 leitores do meu blog.
Aproveitando o momento devo dizer que passarei o natal em Passos com o Dalton e voltando de lá talvez eu faça uma retrospectiva do ano de 2006 que não teve nada de mais.
Bom feriado pra vocês, boas festas e muito dinheiro.
Mimmy às 00:41
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Sexta-feira, Dezembro 01, 2006
Parabéns, amor!
Já é o segundo ano que eu digo "parabéns" e espero que seja assim por muitos anos.
Os desejos são os mesmos. Saúde, felicidades, sucesso e muito amor. A diferença é que esse ano (e assim será a cada ano) esses desejos são mais intensos.
E não é só isso. Essas coisas precisam do apoio e da colaboração das pessoas a sua volta. Por isso, espero poder cuidar de você, fazer você muito feliz, te ajudar no que for necessário e te dar muito amor sempre.
Te amo demais.
Aninhaaaaa, parabéns pra você também.
Também desejo felicidades, amor, paz e saúde pra você. Espero que a cada obstáculo, você adquira mais sabedoria. E o que você precisar, mulher, tô aqui!
Beijão enorme.
Mimmy às 01:15
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Quinta-feira, Novembro 30, 2006
No dia 04 de novembro de 2005, assim como hoje, eu não tinha nenhum texto para postar aqui no blog. O Dalton com toda a gentileza do mundo me mandou um e-mail dizendo o seguinte:
"Mimmy, escrevi algo para seu blog. Mas como nada é fácil assim, não terminei e deixo para você concluir a história a partir da fala do velho bêbado. Assim teremos um texto a quatro mãos. Aceita o desafio? Espero que sim. Um beijão."
Eu, muito indelicada, li o texto que ele me enviou e nunca o terminei por falta de vontade e competência mesmo.
Hoje resolvi terminá-lo não porque me acho competente, mas porque me deu vontade e é claro que deixei muito a desejar.
Sei que é perceptível onde a parte do Dalton termina e a minha começa mas para não deixar dúvidas, a parte inicial, em itálico, é dele. O resto é da minha cabecinha insana.
Segue, abaixo, o texto completo.
Entrei no ônibus, sentei na poltrona 19 conforme indicava meu bilhete. Era janela e eu poderia encostar minha cabeça na nela para dormir um pouco. Aqueles minutos entre o embarque e a saída eram horríveis. Não gostava de viajar acompanhado e sempre poderia chegar alguém para ocupar a 20. Por isso sempre procurava horários de menor movimento. Eu queria dormir no trajeto que aquele maldito ônibus se arrastaria por mais de uma hora num trajeto de poucos quilometros.Não havia muito o que se fazer, estes eram ossos da ausência de ofício.
Motor ligado, o som irritante das pessoas gemendo nas poltronas sujas, o burburinho das senhoras e a estridência das crianças. O melhor era dormir mesmo e deixar passar aquele humor maldito. Quando o ônibus já saia da baia uma freada o interrompe. Forço a vista para ver pela janela, vem um velho bêbado e feio gritando para que esperássemos por ele. A porta se abre e range. O burburinho que parecia se acalmar volta em reclamações pela parada e de tudo o mais que podem reclamar. O bêbado entra e parece tropeçar nas próprias pernas enquanto procura seu lugar. "Doze, treze, quatorze". Diz com sua voz e bafo de bêbado. "Quinze, dezesseis, dezessete". Começo a lamentar pela sorte de quem viajará ao seu lado. "Dezenove, vinte, é aqui".
Levou alguns segundos até que eu entendesse que ele se sentaria ao meu lado. "Maldita Viação Quo Vadis que sempre atrasa nas saídas. Se tivéssemos saído na hora...". Pensei mas não disse, o velho poderia achar que puxava assunto e aí sim eu teria mais um motivo para me lamentar. Não foi necessário, ele mesmo me acotovelou e resmungou alguma coisa que com muito esforço entendi " bendita a hora que esse ônibus atrasou".
Fiquei imaginando o que eu poderia responder para não ser ríspido nem agradável demais. "Eu que o diga" resmunguei num tom irônico e que o velho jamais perceberia por conta de sua embriaguez.
Sempre me pergunto, em momentos como esses, se existe um deus, que diabos eu fiz para merecer tamanha ingratidão? Eu só queria chegar em casa logo para me lamentar de mais um dia perdido em busca de um emprego nessa cidade tão grande. Queria me confortar no meu sofá quase macio e dormir até que o dia amanheça em meu rosto amassado.
Será que isso já não bastava para eu ser considerado uma pessoa medíocre? Enquanto fico pensando em todos os desagrados da minha vidinha sou interrompido da maneira mais descortês possível "Você é daqui da cidade mesmo?" pergunta o pinguço dando mais uma cotovelada em meu braço para me chamar a atenção, como se o cheiro da cachaça fosse imperceptível.
"Não, moro aqui há um mês". Merda, por que eu não respondi apenas que "não"? Esse "moro aqui há um mês" vai me render uma longa explicação.
"Veio procurar trabalho?" perguntou alguns segundos depois.
"Sim". Merda de novo. Responder apenas "sim" vai instigá-lo a fazer mais perguntas. Pior, ele pode tentar contar a história da vida dele. Vai me falar que veio pra cá com a mesma idade que eu e que "deus" foi injusto com ele.
Para minha surpresa, o bêbado encosta a cabeça na poltrona e começa a dormir. Pro meu azar, ele ronca alto e exala o cheiro do álcool. Me sinto um pouco tonto e irritado mas é melhor do que decifrar o que ele tenta falar. Resolvo fazer o mesmo.
Encosto minha cabeça na janela e tento me concentrar no meu tão desejado sono. Olho no meu relógio e vejo que ainda faltam 45 minutos para o fim do trajeto. Subitamente penso em meu futuro, se é que terei um. Tantas pessoas se aventuram na capital esperando que vão conseguir alguma coisa boa na vida e terminam assim, como esse velho bêbado ao meu lado.
Quase me bate uma vontade de acordá-lo para perguntar como exatamente ele chegou nesse ponto. Não o faço para não me incomodar. Talvez o que ele tenha a dizer não seja exatamente o que eu quero ouvir. Os pensamentos vão se distanciando e acabo pegando no sono. Quando acordo, já tinha passado o ponto em que eu desceria. Levanto-me rápido e aperto o sinal. O bêbado já não está mais ao meu lado. Sinto-me ainda mais perdedor. Ele deve ter conseguido descer no ponto dele enquanto eu babava em mim mesmo. Dirijo-me até a porta e desço no próximo ponto. Terei que andar 25 minutos, ao invés de 10, para chegar até em casa.
No caminho meus pensamentos voltam exatamente de onde eles tinham cessado.
Chego no prédio e mal cumprimento o porteiro. Estou amargurado demais para fazer alguma coisa decente. Tomo o elevador até o sétimo andar. Retiro a chave lentamente do meu bolso. Tenho um certo receio para abrir a porta. Sinto um frio na barriga ao lembrar-me do sofá. Respiro fundo, giro a chave e entro.
Sinto um cheiro gostoso de tempero e realidade. Logo, "Cotidiano" do Chico se infiltra em minha cabeça e só então percebo que dormi muito além do que eu deveria. "Ela está me esperando pra jantar, e me beija com a boca de café".
Mimmy às 01:15
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Terça-feira, Novembro 28, 2006
E aí foi, tipo assim, coisa de outro mundo, saca?
Eu subia degrau por degrau daquela escadaria infinita sem saber onde ia dar. Eu só sabia que deveria continuar subindo, fugindo da onomatopéia.
É, da onomatopéia.
Provavelmente por conta de ter fugido dessas aulas que pareciam tediosas demais em relação ao dia através da janela da sala de aula.
Só que a "onomatoéia" que me perseguia parecia uma criatura do espaço bem malandra. Toda azul e lilás.
Acho que pelo lance sonoro da coisa, a "onomatopéia malandra" tinha centenas de perninhas debaixo das letras garrafais que compunham a palavra "tique-taque".
Imaginou que doido, cara? Tique-taque azul e lilás com perninhas?
Alucinante.
Mimmy às 01:50
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Segunda-feira, Novembro 27, 2006
Hoje meu humor oscilou o dia todo.
Numa hora eu estava bem, não outra não estava mais e como agora é a hora em que não estou bem, não consegui escrever nada interessante (mais uma vez).
E não esperem minhas desculpas.
Mimmy às 00:55
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Sábado, Novembro 25, 2006
Tô com aquela vontade chata de fazer alguma coisa.
Odeio ficar sozinha em casa nos fins de semana. Sempre acabo inventando alguma coisa que vou me arrepender depois.
Ontem eu ainda consegui desviar minha atenção apenas pros meus desenhos bobos. Eles me entreteram até às 4hs da madrugada quente. Como comprei algumas blusinhas brancas é bem provável que eu passe esses desenhos do papel para o tecido. Se ficar bonito, eu tiro fotos e posto aqui mesmo.
Também ontem, fiquei muito mau humorada por conta do clima quente desses últimos dias. É claro que depois de tanto calor o céu quase desaba de tanto chover, mas aí já não tem mais remédio pro mau humor. Verão é uma época muito complicada pra mim.
Notem que hoje é sábado, é noite e estou aqui em casa, fazendo absolutamente nada. Pior, estou na internet.
Deu pra sacar o meu humor de hoje?
Mimmy às 22:10
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Enfim, em casa.
Depois de 8 dias de muito descanso, comida e diversão, volto para casa e pra minha rotina de comer miojo e ser motorista da minha mãe. Será que vou sentir falta disso um dia?
Hoje não vou escrever muito porque estou exausta e porque é sexta-feira.
Um ótimo fim de semana.
Mimmy às 00:55
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Sábado, Novembro 18, 2006
Mimmy degustando [deveras] em São Paulo
Fico com uma peninha de ver meu blog assim, abandonado.
O problema é que toda vez que venho pra São Paulo dedico meu tempo pra outras coisas.
Estou desde quarta-feira aqui porque preciso levar alguns papéis do FIES na faculdade. Lógico que era pra eu ter levado ontem (ou anteontem) mas, como minha mãe não está aqui pra me acordar cedo, estendo meu sono até às 2hs da tarde. Aí até eu acordar, almoçar passa muito tempo. Acabei adiando pra segunda-feira.
Fora isso tenho experimentado todas as novas façanhas (e facetas) do Dalton na cozinha.
Pobre daquele que ainda não teve essa oportunidade porque talento não falta. E não é porque é meu namorado, não. Não tem ninguém que prove e não goste.
Na quarta-feira ele fez uma macarrãozinho básico com molho branco. Já na quinta-feira, ele fez mini-abóboras recheadas com carne-seca. Sexta-feira, filé mignon e picanha na George Foreman Grill e hoje, sábado, ele promete fazer um Quiche não-sei-do-quê. Céus, que perdição!
Bom fim de semana e bom feriadão prolongado pra todo mundo porque, como já deu pra perceber, o meu será.
Mimmy às 13:01
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Domingo, Novembro 12, 2006
Aí ficou daquele jeito.
Ficamos olhando um pra cara do outro esperando que mais alguma palavra seria tão engraçada quanto as outras.
Só ficou um silêncio com um sinal contínuo ao fundo. Não sabia se ainda era coisa da minha cabeça ou se o gás da cozinha estava vazando. De qualquer forma eu não levantaria por nada no mundo daquele sofá.
Minhas pernas estavam dormentes, provavelmente por conta daquele hambúrguer gigante que estava sentado em cima delas. Se ele não tivesse saído, eu o devoraria fácil.
Me passa agora pela cabeça que eu levantaria daqui apenas pra comer alguma coisa. Mas o que?
Não cozinhamos nada, se bem me lembro. Ou será que foi ontem que não cozinhamos nada?
Caramba!
Minha memória está cada vez pior. Não sei o porquê mas o médico me receitou um remédio ano passado que nunca me lembrei de comprar. Vou esperar eu ter um motivo realmente bom pra tomar remédios desse tipo.
Mas do que eu falava mesmo?
Ah sim, depois que passou toda aquela euforia, ficamos olhando um pra cara do outro sem saber o que dizer. Não era a primeira vez que aquilo acontecia mas estava começando a ficar cada vez mais estranho. Sempre fico pensando no que ele pode estar pensando e as idéias que me vem à cabeça nunca me deixam totalmente satisfeita. Daí eu imagino que ele está pensando que me ama e que isso é tudo. Me sinto aliviada mas não totalmente. Ainda sinto fome.
Mimmy às 18:43
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Quinta-feira, Novembro 09, 2006
9 meses
Hoje (na realidade ontem porque já passam das 24hs) eu e Dalton fazemos 9 meses de namoro oficial.
Lindo isso né?
Nos conhecemos há pouco mais de um ano de uma maneira toda torta, passamos a conversar sobre assuntos pessoais e íntimos no MSN e puf. Nos apaixonamos loucamente. hahaha
Houve aqueles que falaram que não daria certo, aqueles que duvidaram que nosso amor era bonito e verdadeiro como nos filmes.
Só me resta uma coisa a dizer. Rá, se engaram, seus putos doidos.
Hoje nossos planos são parecidos (diferem apenas porque o Dalton quer ter 12 filhinhos e eu não). Em ambos estamos juntos, felizes, com o Dalton cozinhando pra mim enquanto eu trabalho o dia todo para sustentá-lo.
Perfeito.
Chu, eu amo você.
Mimmy às 01:36
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Caralho, acordei bem hoje.
Não sei o que aconteceu mas hoje eu acordei diferente. Não, diferente não. Estranha mesmo.
Tô a fim de fazer uns lances bizarros, coisas que nem gosto de fazer, como mandar e-mails, deixar scraps, recados em fotologs. Uns lances idiotas e acho que é porque hoje (e não sei até quando isso dura) tô meio hiperativa.
Alguém explica?
Mimmy às 01:24
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[...]
-É interessante como as coisas ganham ou perdem a importância com o tempo.
-Diz isso por que?
-Por dizer. Nesse tempo em que ficamos aqui em silêncio, pensei nisso.
-E como chegou nessa conclusão?
-Assim que nos deitamos nesse pano sobre a grama verde, por alguns instantes pensei estar no céu. No paraíso mesmo, sabe?
-Sei. E aí?
-Aí que eu achava isso a coisa mais irrelevante do mundo. Qual é a graça de deitar na grama? Agora, deitada aqui com você, isso ganhou uma importância sem tamanho.
-Entendo. Pensou em mais alguma coisa?
-Pensei. Lembrei-me, na realidade, do quanto eu gostava de juju e "salgadinho isopor". Todos os dias, antes de ir pra escola eu os comprava.
-Eu também gostava de juju. Aliás, de geladinho, como é conhecido na cidade onde nasci.
-Hoje não acho a menor graça.
-Falando nisso, acabei me recordando o quanto eu gostava de "Rá-tim-bum" quando criança. Caí na bobeira de assistir há algum tempo atrás e me odiei por ter perdido tempo assistindo aquele lixo.
-Glub-Glub era pior.
-É. Mais alguma?
-Séries televisivas, não no momento. Pensei nos vários "melhores amigos", nas "melhores músicas"...
-Músicas são as piores.
-Tudo o que passa é ruim. Fico pensando que daqui um tempo vou achar essa conversa mais estúpida do que ela já é.
-É verdade.
-Você concorda?
-Claro. Não era pra concordar?
-Acho que era.
[...]
-No que você estava pensando agora?
-No quanto seria chato viver num mundo onde só ouvíssemos o que gostaríamos de ouvir.
-Você acha que seria chato?
-Acho. Tudo tem uma controvérsia, as pessoas se diferem umas das outras...
-Mas, e se nós já nascessemos com um dispositivo que seria acionado quando alguém fizesse uma pergunta? A resposta que a pessoa gostaria de ouvir poderia mandar um sinal pro nosso dispositivo receptor responder exatamente como o remetente queria.
-É, meu bem... É.
-Que foi?
-Nada. nada não.
Mimmy às 00:08
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Segunda-feira, Novembro 06, 2006
Assobio
no silêncio intragável
"Alguém aí?"
Tudo é inerte
e incolor.
É quente
é frio.
No ermo subterrâneo
um súbito suspiro
me eriça.
Tento esconder-me
em vão.
Elas vão surgindo
tomando cada espaço
ainda sólido
em minha cabeça.
Vão aflorando
junto com a angústia
de não ter um lápis
e um papel.
Mente,
pensamento,
lembranças.
Mimmy às 02:43
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Terça-feira, Outubro 31, 2006
É, não atualizo o blog faz mais de uma semana. Nem percebi que esse tempo passou.
A realidade é que semana passada fui até São Paulo, mais especificamente na casa do Dalton, e por lá fiquei.
Dia 26 fez um ano que estamos juntos (também não percebi que esse tempo passou) e pra comemorar fomos a outro show que eu não gosto (exatamente como no ano passado), dessa vez, no show do Ludov.
Por fim acabei me divertindo em ambos (tanto o do Otto, ano passado, quanto no Ludov, esse ano). Valeu também porque acabei conhecendo a Outs e pelas músicas que rolaram antes do show.
Minha vontade era de ficar por lá, na casa do Dalton (comendo feijoada, pudim, arroz, macarrão). Só não o fiz porque eu supostamente trabalharia o dia todo na eleição, no domingo (dia 29).
Em Piracicaba, fiz todo o procedimento de acordar cedo, chegar lá às 7 da manhã e cumprimentar os amigos mesários. Infelizmente tive um desconforto intestinal e precisei ir embora. Cheguei em casa antes das 9:30 da manhã e passei o domingo todo visitando o banheiro.
Fora esses contratempos, não posso deixar de admitir que ando preguiçosa com o blog. Ando sem textos e sem inspiração alguma para escrevê-los.
No lugar de palavras, desenhos, recortes de papel e roupas pra Barbie. Tô tentando desviar minha atenção pra algum lugar diferente pra ver se eu começo ampliar minha visão das coisas (e me preparar pro ano que vem que será foda).
Não sei o porquê disso tudo, só pra constatar.
Por hoje é só.
Boa semana pra vocês.
Mimmy às 00:46
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Domingo, Outubro 22, 2006
Cabelos mais claros, muito mais curtos e bom humor
Sempre achei estúpido demais quem sai pra fazer compra ou , quem come demais (ou de menos) quando está ansioso ou deprimido.
Descobri que quando estou assim, desconto em meus cabelos. Se eles tiverem sorte, ótimo.
Comecei pintando os longos cabelos de vermelho. Logo, cansei. Cortei e os descolori, deixando metade amarelo-gema-de-ovo e outra metade laranja.
Como estava ridículo demais, passei um castanho-muito-claro, cortei a franja e o mantive assim por um ano, mais ou menos.
Ele foi crescendo, eu fui enjoando e optei pelo preto-azulado sem franja.
Cerca de 10 meses depois me cansei mais uma vez e passei um louro-cinza-claro. Nessa época as madeixas ficaram legais, com as pontas ainda pretas.
Deixei-os crescer por dois anos, intercalando em épocas com franja ou sem.
Fui cortando as pontas até que ele ficou totalmente louro-mate-médio e sem graça.
Peguei uma tinta castanho-escuro e passei na parte inferior da cabeça (próximo à nuca). Fiquei por mais um bom tempo com ele assim até que resolvi pintá-los por inteiro de castanho-escuro.
Como não gosto de cabelos homogêneos, descolori a parte da nuca e passei azul (que ficou verde em menos de uma semana).
Nesse último fim de semana, passei um castanho-claro, fiz algumas luzes e cortei quase 2/3 dos meus cabelos que estavam compridos demais.
Coincidentemente meu humor melhorou (como das outras vezes).
Bizarro, né?
Boa semana pra vocês
Mimmy às 23:23
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Sexta-feira, Outubro 20, 2006
Tive conversas agradáveis, recentemente, com essa pessoa (que não citarei nome porque não sei se essa se sentiria à vontade) e acho valer a pena publicar.
É sempre bom saber que ainda existem pessoas que pensam, que tem idéias formadas e seguras de si.
Contemplem.
Um diz:
parabéns para vc!!!! pelo jeito vai comemorar a semana toda né?! hehe
Mimmy diz:
nem. Não comemorei nem no dia pra falar a verdade.
Mas obrigada pelo comentariono fotolog, achei de um primor incontestável
Um diz:
muito obrigada...e desculpe pelo atraso...mas mais importante q a data é o significado
Mimmy diz:
é, nem ligo pra essas coisas
Um diz:
hehe foi o q pensei
Mimmy diz:
essa data costuma ser mais chata que nos outros dias, se você quer saber
Um diz:
é...temos q lidar com expectativas alheias q acreditam q um dia e meia duzia de beijocas poderão causar alguns tipo de alteração substancial em nossas vidas...faz parte
Mimmy diz:
ahiuahaiuhaiuha
Exatamente
Um diz:
li seu blog a respeito das suas opiniões a respeito
da questão do dia a dia...tendo em vista o q tenho dedicado as pessoas ao meu redor...aiai...vejo q não tenho dedicado nada...preciso aprender a usar o telefone...
Mimmy diz:
Eu, particularmente, cansei.
Cansei de ligar, cansei de correr atrás das pessoas.
Sempre me pergunto: "Por que eu tenho que ligar pra todo mundo pra combinar alguma coisa?"
Eu parei de fazer isso e faz meses que não vejo algumas pessoas.
Tô de saco cheio disso.
Nessas horas eu fico pensando qual é o tamanho do meu significado na vida das pessoas, fico imaginando se vale a pena investir em amizades assim.
Um diz:
é ...taí...acho q eu tinha me esquecido q um dia eu tb cansei ...aliás minha memoria sempre me trai qdo convém...ou é muito minha amiga, vai saber?
Mimmy diz:
acho que é mais traição
auiahiuahia
Um diz:
bom...a amizade tem um formato subjetivo né?
E a importancia q as pessoas tem em nossa vidas é exatamente do tamanho q nos damos e nem sempre da forma que desejamos.
Mimmy diz:
tem. É verdade.
Acho que nosso maior problema é esperar algo em troca.
Um diz:
algumas coisas são naturais...outras necessitam de planejamento, dedicação e suor...
Mimmy diz:
é
Um diz:
eu como estou velha e cansada...dou mais atençao a tudo q se desenvolve de maneira mais espontanea e natural...
Mimmy diz:
mas é legal você receber espontaneidade das pessoas.
Eu nunca tive muitos amigos, mas sempre grandes amigos.
Infelizmente nunca consegui aumentar esse numero.
Um diz:
pois é...meus amigos passam...sempre...assim como eu...mas sempre fica algo...sempre fica uma história...mesmo q nem seja tão importante...mas já acostumei
Mimmy diz:
eu espero acostumar um dia, infelizmente eu ainda fico inconformada
Um diz:
rs
Mas vc é uma garota bacana.
Emburradinha, mas bacana.
Mimmy diz:
Eu até achava isso antes, hoje já nem sei o que pensar de mim...
Sinceramente, acho que devo ser a pessoa mais asquerosa do mundo.
Um diz:
haha...o mundo é muito grande e conheço uma parcela pequena dele, mas acho q vai ter q ralar pra atingir esse nivel..hehe
Mimmy diz:
kkkkkkkkk
Um diz:
hj eu penso assim> as pessoas nada mais são ou representam do q os momentos ou ações q elas me proporcionam...sejam boas ou ruins....e dido dobre ações, fatos...e não palavras...
Mimmy diz:
é, cê tá certinha
Um diz:
se to nao sei...mas hj sou assim...depois mudo td e assim vai...mas por enquanto tá bom hehe
Mimmy diz:
ahahiuahiuahi
Um diz:
eu nao bato bem, vai ver q vc tb não...então tá td certo...
rs
Mimmy diz:
kkkkkkkk
Pode ser, pode ser.
Mas eu concordo plenamente com o que você falou.
Um diz:
obrigada...és uma guria de atitude e sábia...então me orgulho de compartilharmos (além do bom gosto por los hermanos e franz ferdinand...rá) de alguns pensamentos e tals
Mimmy diz:
ahiuahaiuhaiuha
O sentimento é recíproco
Um diz:
o sentimento pode ser, mas o sono , já q a senhora agora pode dormir até meio dia, não é não...rsrs então vou me jogar nos meus ursinho de peluciaaa!!!hehe
Mimmy diz:
ahiuahiuahiuaha
boa noite, tenha bons sonhos, bom descanso e um bom dia amanhã que, afinal, já é sexta e sexta é sempre bom
Mimmy às 02:32
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Quarta-feira, Outubro 18, 2006
Só pra deixar constatada minha gratificação, obrigada a quem me ligou, me mandou e-mails, mensagens no celular, mensagens no orkut, no blog, no fotolog e no jotelog.
Alguns interessantes, alguns inesperados e outros irrelevantes, mas obrigada de qualquer forma.
Pra quem não me desejou felicidades e todas aquelas palavras de praxe, não tem problema. Não dou muito importância pra essas coisas porque, o que realmente importa é a dedicação e consideração das pessoas no dia-a-dia, e não uma vez por ano.
O engraçado foi ver que algumas pessoas sequer fizeram esse esforço. Vejo ainda menos problema nisso. Não gosto de nada forçado e, nada melhor que o dia do nosso aniversário pra ver quem realmente se importa ou não (desconsiderando totalmente as parabenizações de pessoas que nem conheço do orkut).
Só me resta desejar em dobro o que me desejaram, sendo sincero ou não.
Um beijo e até.
Mimmy às 23:26
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Acordei estranha, me sentindo mais esquisita que nos outros dias.
A idade da maturidade faz com que eu me sinta ainda mais imatura. Me sinto velha. Não fisicamente, lógico. Me sinto velha para realizar as coisas que sempre sonhei. Fiquei tanto tempo encostada na minha mediocridade que, quando abri os olhos, eu estava prestes a fazer 21 anos.
Me passa pela cabeça quase o tempo todo a idéia, a possibilidade de estar melhor agora caso eu tivesse corrido atrás de tudo isso antes. É óbvio que não posso perder ainda mais tempo imaginando e me lamentando por isso. O negócio, agora, é correr.
O tempo realmente não para e parece que só percebemos isso quando já não há mais nada pra se fazer.
Felizmente (e finalmente) as coisas parecem estar se encaixando e, aos poucos, se engrenando. Deixarei as lamentações apenas para aqueles que nunca me apoiaram ou que não acreditaram em mim.
Mimmy está mais velha, mais chata e, consequentemente, mais foda.
Mimmy às 23:05
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Terça-feira, Outubro 17, 2006
*Ansiedade*
Hoje eu quase me matei de ouvir o álbum Room for Squares do John Mayer.
Fazia tanto tempo que não o ouvia que acabei retomando alguns vícios antigos junto com esse momento nostálgico.
Um deles é ficar usando o quebra-galho do Serif Photo-Paint para fazer desenhos babacas com a propaganda deste blog (para visualizar, é só clicar aqui ou aqui).
Outro vício retomado foi escrever em grande quantidade coisas com pouca qualidade. Textos enormes (que em breve digitarei por aqui) afirmando pra mim mesma o quanto minha cabeça está sempre em outro plano terrestre.
Ainda ressucitei o "Torne Público o que é lúdico" e criei um outro selinho "Fazendo Versos". É provável que em breve eu faça outras coisas pra manter esse blog mais atualizado (já que estou totalmente disponível).
Quase me esqueci de falar que assisti meu filme preferido que há muito eu também não via, o Trainspotting.
Me senti com 16 anos novamente. Pena que amanhã faço 21 e essa magia vai embora pelo ralo do banheiro.
Será que eu guardei as loções anti-envelhecimento do ano passado?
Agora ouvindo - 3x5 - John Mayer
Mimmy às 01:15
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Hoje eu realmente não tenho nada pra escrever.
Vou colocar um negócio (não deve ter nome melhor para denominar esse lixo) que eu escrevi há muito tempo.
Antes eu gostava, hoje, não gosto mais.
Não sei porque.
Provavelmente porque nós, seres humanos, estamos em constante oscilção.
Nunca somos o mesmo de 5 minutos atrás.
Tudo é incostante. Pensamentos, opiniões, amigos, casais. Enfim, inconstantes, supérfluos e artificiais.
É bom e não é. De um lado, é bom porque você se renova a cada tapa na cara, a cada informação nova e mais convincente, enfim, vamos adquirindo um pouco de sabedoria a cada passinho certo/errado.
O ruim é que a cada decepção, tendemos a nos culpar por não ter tomado mais cuidado, por não ter ouvidp melhor e com mais atenção. A culpa não é nossa, a culpa é do instinto humano estúpido, porém, inteligente.
Nos regeneramos a cada dia, a cada segundo porque nosso cérebro pode absorver todas essas coisas que vão passando.
Tudo isso era pra explicar que hoje em dia, não gosto desse negócio que eu escrevi mas, como minha memória seletiva está melhorando, hoje eu já consigo perceber que é uma merda.
Deixa eu parar por aqui porque, pra quem não tinhanada pra escrever, eu já escrevi demais.
Segue abaixo, o tal negócio.
Tempo escasso
Nada me resta
tudo se excede
o tempo vai...
O tac tic
O tic tac
Os rouxinóis,
Os ben-te-vis,
a rosa,
a margarida,
minhas amigas.
O perfume,
o sabor
da alegria,
da vida
escorrendo pelas mãos.
O sol ardente,
as esterlas frígidas.
as bonecas,
os professores.
O tempo,
tac tic
A gota de orvalho,
tic tac
As lágrimas,
Acabou.
Michelle Chieregatti
Mimmy às 00:28
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Segunda-feira, Outubro 16, 2006
Pessoa 1) Eu já não acho nada estranho
Pessoa 2) Que bom
Pessoa 1) Mandarei mais detalhes por e-mail sobre nossa noite de ontem, mas fomos na Love Story e se eu fosse católico hoje eu me confessaria
Pessoa 2) hauiahahiah
Pessoa 1) Foi a maior perdição que já vi numa balada
Pessoa 2) Que massa
O que vocês fizeram lá?
Pessoa 1) Fomos curtir. Eu nunca tinha ido. Eles comentavam que era legal, porque começava a rolar depois das 3 quando as garotas paravam de trabalhar e também iam curtir. Elas não tem pudor e a combinação + homem + álcool faz aquilo louco. Todo mundo se esfregando em todo mundo, as meninas curtindo como querem, A noite é delas.
Pessoa 2) Bonitas?
Pessoa 1) De todos os tipos, a maioria lindas. Ali elas são civis, entram de graça e só os hoemns pagam
elas entram free, então vão em bandos
Fiquei assustado no início, mas a balada era legal. Pensei que talvez você gostaria do lugar, mas não indico para você
Pessoa 2) haihaiuhaiha
pq?
Pessoa 1) sei lá, é reconhecidamente uma balada para garotas de programa curtirem depois do trampo
Pessoa 2) hm
Vale lembrar que essa conversa faz aniversário de um ano hoje!
Mimmy às 04:10
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Domingo, Outubro 15, 2006
Tenho que confessar que, às vezes, eu tenho vontade de deixar o blog de lado. Infelizmente, gosto muito daqui e, quando não tenho nada pra fazer esse é o melhor refúgio.
Enfim, hoje é domingo, 15 de outubro e aniversário da Renata.
Aniversário é uma coisa bizarra. Não dou quase importância nenhuma pra essa data, especificamente. E não sei se é porque daqui três dias que comemoro o meu 21º aniversário, que me recordei dessas idéias. Ano passado, fiquei tão encanada que estava ficando mais velha que comprei várias loções anti-rugas e comecei uma dieta saudável. Claro que nunca usei as loções e a dieta não passou de três dias. O legal mesmo foi ter alguns amigos aqui em casa. Eu achava bobagem fazer festa mas foi mais legal e agradável do que eu esperava. Nesse dia (18 de outubro do ano passado) eu finalmente escolhi quem eu gostaria que fizesse parte da minha vida dali pra frente. Se as pessoas que estavam aqui me escolhiam pra fazer parte da vida delas, aí é outra história.
Chega desse assunto.
Na última terça-feira inaugurou o Fran's Café aqui em Piracicaba.
Finalmente um lugar decente para se tomar café e outras bebidas agradáveis, comer um petit gateau ou uma porção de salgados deliciosos. É estranho mas, até então, a cidade não tinha um ponto desses. Ficou bem localizado (na Avenida Carlos Botelho) e, o melhor, é 24 horas.
É bom saber que eu posso acordar às 4 da manhã com vontade de tomar café e ter algum lugar que me ofereça isso.
O ambiente é legal, todo bonitinho e confortável.
Quem ainda não foi, não pode deixar de ir.
Chega de propagandas.
Boa semana.
Mimmy às 18:08
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Quarta-feira, Setembro 27, 2006
Pois é, passei no vestibular.
Pra quem não sabe, nesse último domingo, dia 24, prestei vestibular lá, onde eu tanto queria. Anhembi Morumbi. Curso: Moda.
Ontem saiu o resultado e não sei como, passei. Fui muito mal na prova mas acho que a redação deu uma pequena força.
Hoje eu vou fazer a matrícula e amanhã volto pra Pira.
Parabéns e boa sorte pra mim!
Mimmy às 15:44
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Quarta-feira, Setembro 20, 2006
Se tem uma coisa que eu não gosto (e isso faz parte da minha neurose) é do "ponto de vista".
Acho um saco (desculpem-me pelos termos) ler algum texto e o fulano dizer "Mas aí vai do ponto de vista de cada um". Essa neurose começou quando meu professor de português perguntou pro Joãozinho; "Joãozinho, quem nasceu primeiro, o ovo ou a galinha?". Então o Joãozinho respondeu: "Depende do ponto de vista".
Tá, que todas as pessoas diferem nas atitudes e ideologias, eu sei, mas quando se trata de um esclarecimento eu espero, no mínimo, uma dissertação decente, com pontos-base indicando se é ou não é, seja lá o que for.
Se "tudo depende do ponto de vista", isso significa que todos estão certos e que todas as divergências são desnecessárias. Se isso não for putaria, onde vale tudo e cobra-se pouco, não sei o que é.
Sei que parece de pouco valor discutir sobre ponto de vista, mas andei lendo vários blogs de alguns "intelectuais" abrangendo um batalhão de idéias num simples "ponto de vista de cada um". Parece que a lei do menor esforço é contagiosa e quanto menos se dizer com palavras complicadas para esconder a bagatela do nada, melhor.
Aprendi certa vez que, para transmitir uma idéia você precisa ser claro e direto. Sem rodeios, chegar ao ponto certo, ao ponto em que o leitor acatará as suas palavras, no clímax da sua dissertação. Ponto, esse, mais difícil de achar quanto o "G".
Contudo, por mais que as idéias não se equivalham, cabe a nós mesmos avaliarmos nosso tipo de visão e, a partir daí, opinarmos sem sermos levianos e superficiais.
Mimmy às 08:21
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Quarta-feira, Setembro 13, 2006
Depois de alguns dias parcialmente eufórica, fiz a cagada de dormir além do horário que meu corpo permite e isso me rendeu uma dor de cabeça bem chata hoje.
Isso me deixa um tanto irritada.
Mesmo assim, ainda estou bem.
O Preá ta doente. Provavelmente uma gripe. Ele quase não tem ânimo pra brincar, pra passear e sequer nos atormenta quando estamos comendo. Estou preocupada. Mas ele ficará bem.
Mesmo assim, meu bom humor continua estável.
Que sono.
Mimmy às 13:40
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Terça-feira, Setembro 12, 2006
Caramba, não sei o que acontece com esse humor meu.
Semana passada eu estava no ápice da raiva, achando que tudo ia dar errado o resto da minha vida e que o mundo deveria explodir junto com as pessoas que eu detesto.
Hoje estou me sentindo completamente o oposto.
O trabalho continua uma merda, as pessoas aqui continuam com as mesmas piadas, continuo descobrindo que as pessoas são o que elas parecem ser e, mesmo assim, me sinto ótima. Talvez eu finalmente tenha percebido que nada é para sempre e que ninguém presta.
Acho que o fim de semana prolongado me rendeu, além da terapia comigo mesma, momentos muito bons que, infelizmente, terminaram assim que a segunda-feira começou.
Mas não tem problema.
To me sentindo muito estranha.
Mimmy às 15:10
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hehe
Mimmy às 14:53
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Segunda-feira, Setembro 11, 2006
Cometi alguns equívocos. Escrevi, na semana passada, que não sou tolerante a brincadeiras.
Acho que o correto seria eu dizer que tolero até certo ponto. Um ponto que algumas pessoas não conseguem chegar.
O negócio é que descobri que eu aguento muita brincadeirinha. Inclusive as que eu definitivamente não gosto. As mesmas que comentei que me desrespeitam e exatamente as mesmas que já foram esclarecidas que não gosto.
Achei que eu era intolerante, que agia de forma infantil quando me sentia ofendida, mas não. Aguento mais do que muita gente que se diz de bem com o mundo, acima das coisinhas pequenas que pairam na atmosfera.
Por que eu ainda perco meu tempo?
Mudando de assunto (mas não completamente), depois da minha terapia comigo mesma, acabei acertando algumas coisas que estavam pendentes.
1º Minha mania de achar que ninguém é bom o suficiente pra ser meu amigo.
Não que eu tenha mudado de opinião. Acho que, já que você pode escolher os amigos, por que não escolher os melhores?
O que mudou na minha cabeça foi que eu não preciso ter vários amigos.
Preciso de: Poucos que sejam confiáveis, sinceros e, claro, que tolere minhas neuroses.
O que eu não preciso: Frescuras que vão além da minha capacidade de tolerância, chiliques por coisas insignificantes e inseguros.
2º Aquele negócio de fazer tudo certo o tempo todo e, sem querer, fazer alguma merda, vai tornar-me o mesmo.
Não importa se fui sempre fiel, se sempre fui o funcionário exemplar. Eu piso uma vez na bola e sou demitida, escorraçada e não sou confiável.
Todo mundo pode pisar na bola, menos eu.
3º Sempre acreditei que os amigos de verdade, a gente conhece na infância e os leva pra sempre. Os que a gente conhece depois, são conhecidos e nunca é bom depositar muitas expectativas ou se expor demais.
Meu maior defeito é minha estupidez. Gosto das coisas de um jeito e, caso contrário, não gosto. Sou grossa, chata, egoísta e, na maioria das vezes, vingativa.
Não parece ser diferente do resto da humanidade. O problema é que eu deixo transparecer demais.
Deposito confiança nas pessoas pelo que parecem ser e acabo me sentindo à vontade para ser eu. Estranho é que mesmo todo mundo tendo milhões de defeitos (e parecidos com os meus), apenas eu sou a atroz.
Todos são anjos misericordiosos, eu sou o capeta insensível. Rá!
Esse fim de semana descobri várias coisas e é muito bom saber que depois de tudo o que vi, tenho algumas pessoas que posso confiar.
Mimmy às 16:12
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Terça-feira, Setembro 05, 2006
Acabou a graça
Mimmy às 13:55
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Hoje é a primeira vez que eu e meu chefe estamos em sintonia.
Ambos mau-humorados
Mimmy às 10:34
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Hoje estou superando, mais uma vez, as coisas ruins que eu tenho.
Bati o recorde com 3 dias de enxaqueca há uns tempos atrás e hoje completo dois dias mau humorada.
O dia está favorável a aumentar esse recorde.
Mimmy às 09:09
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Ele começa chupando um dos meus seios que está à mostra. Com uma das mãos ele puxa meus cabelos para trás e com a outra ele começa a me masturbar. Temos a noite toda pela frente mas o tempo parece escasso. Temos pressa de nos satisfazermos. Abro seu cinto e depois os botões. Abaixo o zíper e abaixo sua calça junto com o samba-canção que ele está usando. Parece, mais uma vez, um garotinho. A idéia me parece mais excitante e começo a chupá-lo. De forma satisfatória, como uma garotinha chupa um pirulito, e madura, como uma atriz de filme pornô faz com seus companheiros de trabalho.
Ele tem um bumbum magnífico e costas perfeitas para serem arranhadas.
Mimmy às 08:51
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Segunda-feira, Setembro 04, 2006
Entrevista com Mimmy
-Até que ponto uma brincadeira é engraçada? Quais são os limites da brincadeira?
-Brincadeira é engraçada até o ponto em que não se desrespeita ninguém. Daí vai da tolerância de cada um. Eu não tenho nenhuma. Não gosto de brincadeiras principalmente se a pessoa que está brincando comigo já sabe disso..
-Por que você não tolera brincadeiras?
-Eu já fui alvo de todas elas e desde muito nova. Eu era aquela menina nerd, com cabelo encaracolado, que usava óculos. Pra ajudar, tenho um sobrenome que rendeu várias piadas. Até os 11 anos foi assim. Cresci cheia de complexos e inseguranças. Entrei no ginásio totalmente medrosa, minhas notas e meu rendimento em classe caíram. A partir daí criei uma espécie de armadura para que ninguém se aproximasse demais. Foi ruim por um tempo. Tive medo de opinar e me impor quando era necessário. Depois me acostumei.
-E você se sente bem assim?
-Não mas foi uma das saídas que encontrei para parar de me machucar. Infelizmente, mesmo hoje, com 20 anos, as brincadeiras não cessaram e a continuo usando regularmente. As pessoas crescem, se tornam responsáveis e cheias de prazos mas nunca deixam de ser cruéis e imbecis. Algumas pessoas só se sentem completas depois de tirar sarro de alguém. Não são todos, claro, mas uma boa parte.
-E quem são essas pessoas?
-Geralmente conhecidos. Pessoas que não convivem comigo e me conhecem pouco. Tem também os que me conhecem bastante, sabem do que eu não gosto e, mesmo assim, me desagradam com brincadeiras sem noção. Esses são os piores.
-Você acha que essa humilhação... Posso chamar assim?
-Pode.
-Você acha que essa humilhação leva algumas pessoas a tomarem atitudes mais drásticas?
-Tipo suicídio ou sair atirando em alunos da mesma escola em que estudam?
-É
-Acho. Mas aí vai da consciência e do estômago de cada um. Eu não tenho estômago pra matar ninguém e jamais daria o gostinho de me suicidar pra algumas pessoas. Confesso que na hora em que sou avacalhada, coisas desse tipo passam na minha cabeça. Mas, repito, não tenho estômago pra isso.
-E como você faz pra soltar isso?
-Choro, escrevo, desabafo com alguém muito confiável.
-Quem?
-Geralmente meus pais, alguns amigos (um ou dois). Fraqueza não é dom, não precisa ser espalhado pra todo mundo.
-E o que você acha de pessoas que se divertem às custas das outras?
-Acho que é um tipo de insegurança também. A diferença é que elas liberam a insegurança em outras pessoas, geralmente nas pessoas que a intimidam de alguma forma...
-Você acha que intimida alguém?
-Acho, sim. Algumas vezes eu as intimido sem ser aquilo que elas pensam.
Muitas pessoas já falaram que eu tenho um ar superior, que pareço metida, que pareço chata. No colégio fui alvo da menina mais encrenqueira da sala. Meses depois fui descobrir que de alguma forma eu a intimidava. Somos boas conhecidas agora.
-Qual é a brincadeira que você menos suporta?
-As brincadeiras com minha aparência eu já superei. Hoje eu consigo falar numa boa os apelidos que deram pra mim na infância. O que não tolero, de forma alguma são brincadeiras que me desrespeitam. Não gosto de ser passada pra trás, não gosto de pessoas cochichando e olhando pra mim. Não gosto que banquem o/a inocente comigo.
-Tá se sentindo mais leve?
-Razoável.
Mimmy às 15:18
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Quarta-feira, Agosto 30, 2006
Das amizades que ficaram pra trás,
das pessoas que me enganaram,
se fizeram de amigas,
sabe o que mais sinto falta?
Das coisas que emprestei
e não me devolveram.
Mimmy às 16:29
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Se houvesse mar
haveria areia,
água de coco.
Vento batendo
levando ondas
e pensamentos.
Haveria sol,
chuva,
pessoas caminhando.
Haveria lua,
violão
e a gente cantando.
Mas não há.
Mimmy às 10:12
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Terça-feira, Agosto 29, 2006
Minha imaginação voa.
Ele olha de canto e parece perceber minha agitação. Parece não acreditar no primeiro momento, esfrega os olhos como se tentasse despertar de um sonho e continua me vendo. Ele tenta voltar sua atenção no trabalho mas a cadeira parece incomodar. Ele tenta se ajeitar mas olha novamente me desejando mais do que qualquer outra coisa. Olha do mesmo jeito que um menino virgem olha uma prostituta pela primeira vez, com medo e entusiasmo.
Agora só me resta provocá-lo até ele não resistir e me comer de todas as formas que eu quiser. Tiro minha calcinha rendada preta, abro as pernas, ele levanta-se e caminha em minha direção.
Continua na próxima semana.
Mimmy às 08:20
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Quinta-feira, Agosto 24, 2006
Meu canto
é o recanto
Onde canto
encanto e
desencanto
Enquanto,
no entanto,
acalanto
meu pranto
e meu espanto.
Mimmy às 09:44
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Terça-feira, Agosto 22, 2006
Levanto minha saia e sinto minhas mãos quentes entre as coxas. Lentamente abro minhas pernas para que ele não perceba o que estou fazendo. O gostinho de estar fazendo algo proibido é quase tão excitante quanto pensar que poderia ser a língua dele no lugar dos meus dedos.
Minha imaginação chega a ser tão lasciva que nem percebo minha movimentação aumentando. Meus olhos já não conseguem mais ficar abertos e começo a soltar os botões da camisete e a lingerie apertada para libertar, então, meus seios ardentes.
Agora não faço mais questão nenhuma de fazer alguma coisa escondida dele. Espero só que ele tenha o mínimo de compaixão e não me deixe sozinha por muito mais tempo.
Mimmy às 11:02
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Quarta-feira, Agosto 16, 2006
Gota
Gota
Gota
Água pingando
Pinga
Pinga
Pinga
Desce queimando
Queima
Queima
Queima
Arda no fogo
Fogo
E no fogo
Da pinga
E da gota
De água da chuva
Que chove
E queima gelada
Na pele
Que peca.
Mimmy às 13:00
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Terça-feira, Agosto 15, 2006
Passam estrelas,
passam nuvens,
Passam pássaros,
pastam as vacas.
Estrelas verdes
entre nuvens lilás
acima dos pássaros azuis
e, abaixo, o pasto neon das vacas laranjas.
Tudo permanece calmo
como de costume.
Mimmy às 16:13
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Quase 20h e ele ainda está na sala dele fazendo hora extra. Isso quer dizer que ainda estou por aqui e, apesar de ver os papéis crescendo em minha mesa, não consigo pensar em outra coisa senão nele.
É uma pena que cada gabinete por aqui seja de vidro e, dessa forma, não posso me divertir sozinha como costumo fazer em casa. O bom seria que eu poderia me masturbar olhando diretamente para quem eu apenas costumo imaginar.
Passam-me milhares de situações em minha cabeça e esqueço de vez o trabalho acumulado. Penso em ir até o banheiro e resolver isso da forma mais convencional possível, mas hoje eu quero mais.
Pela fissura lateral da minha saia, solto lentamente uma das ligas da cinta. Especialmente hoje estou com aquela meia 7/8 preta com renda que foi usada em algumas das vezes que me masturbei pensando nele. Significaria alguma coisa se eu não estivesse com uma igual a ela no dia da festa de despedida pro meu antigo chefe, onde eu passei parte da noite transando com ele. Mas, de alguma forma, ela parece combinar mais com ele do que com qualquer outra pessoa.
Volto meus pensamentos na situação em que eu me encontrara ali. Agora minha imaginação definitivamente começou a ter algum sentido e minha mão vai em direção da parte mais cálida do meu corpo.
[...]
Continua na próxima semana.
Mimmy às 16:02
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Segunda-feira, Agosto 07, 2006
Longe
Distante de tudo
Que, daqui, parece menor.
Parece longe do sol
Frio.
Mimmy às 16:15
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Ainda que todos os males percorram sobre sua pele macia
Ainda que todos julguem sua forma de ver o mundo errada
Ainda que suas palavras sejam impiedosas e dolorosas
Ainda que seus atos impensados sejam tão sensatos quanto os meus
Não há como não ver
E ouvir a perfeição que vem de você.
Não há como não sentir
Não há.
Mimmy às 15:55
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Quinta-feira, Agosto 03, 2006
Eu, no documento do Word.
Hoje eu não teria tempo de escrever qualquer coisa por aqui (já que minha mesa está cheia de trabalho acumulado), mas passei por um blog que me deixou um tanto quanto instigada. Darei uma resumida e, para os bons entendedores, será suficiente.
Por um bom tempo, acompanhei a vida de alguém frustrado, sem referências ou personalidade formadas. Uma vida cinza, amargurada e cheia de rancores com o mundo e com as pessoas bem-sucedidas ao redor. Uma pessoa que se prendia em outras para ser alguém, sugando o que os outros tinham de bom e tornando-os, então, dela. Quando falamos em demagogia, costumamos aplicá-la na política e em suas falcatruas, mas aqui caberia perfeitamente, ao contrário da forma que foi usada lá, onde li bobagem.
O que me espanta, nas pessoas em geral, é a tamanha versatilidade para enredar ocultamente fatos inverídicos. Fazer das tolices do cotidiano, possíveis armas de destruição de qualquer coisa que apareça pela frente.
Por conta disso, sempre tive um pé atrás com as pessoas, mesmo com aquelas que se dizem "amigas" e "confiáveis". Não por elas, mas, por mim. Levei vários empurrões da vida para aprender que as pessoas (e me incluo nisso) são instáveis. Ninguém é para sempre de um jeito. Ninguém permanece no desgosto para sempre. A diferença é que algumas pessoas levam mais tempo para se emancipar disso, outras, nem tanto.
A falsidade é do homem e ninguém nos tira isso. Ninguém é puro, íntegro ou incorruptível. Posso me colocar no meio disso porque, pelo menos, hipócrita eu não sou.
Como algumas palavras são adversas a falsidade nada mais é que inventar fatos não ocorridos, fazer calúnias de pessoas que você chama de "amigo". Talvez a pessoa de quem vos falo não saiba o verdadeiro significado da palavra.
O fato é que a personalidade de cada um é formada por pequenos gestos até grandes pensamentos. Têm-se, então, pessoas com personalidades fortes e outras com personalidade branda. Para quem eu me referia ao começo do texto, cabe-se a segunda personalidade. Sempre acreditei que cada pessoa tem em si uma aversão para admitir esses fatos. Esses e outros, lógico. Mas esse em especial.
Contudo hoje não acho que estou perdendo meu tempo escrevendo sobre as amizades que inexistem no momento (como fiz várias vezes na minha indignação com o mundo e com as pessoas), hoje eu só queria mostrar que nem tudo é bonito e que ninguém é perfeito. Muito menos eu, que errei diversas vezes, menti e acreditei nas pessoas. Eu não sou melhor que ninguém e não existe esse negócio de certo e errado. Existem supremacia e os que estão em desvantagem. Existem sábios e aspirantes. Assim como existe a evolução do ser (e é nesse ponto que devo dar razão às pessoas que se transformam, porque ficar parado no tempo e no espaço não deixa ninguém mais esperto) e hoje fico admirada ao saber que foi preciso muito tapa na cara para que alguém enxergasse que ninguém vale realmente o valor que damos. Foi dito que ninguém é de ninguém e é isso mesmo. Cada um faz o que bem entender da vida (seja vidinha ou vidão). Que fique claro que cigarro, café, bar e namorado não são exemplos e resumir a vida de alguém com base nisso é fácil (apesar de que muita gente por aí não consegue sequer administrar isso. Aconselho "Para viver um grande amor" de Vinicius de Moraes), pena que ninguém saiba ao certo o que se passa pela minha vida. Jogar palavras não é dom, é conhecimento e pra quem está com a vida serena, pegar um livro e aprender são dois pulinhos. É mais fácil, até, que administrar um namoro (ou fazer café forte com pouco açúcar).
Como não poderia deixar de ser, concluo meu texto com uma adaptação de Vinicius de Moraes que sempre tem alguma coisa que deixa mais claro o que eu quis dizer nesse longo texto.
"Desejo ainda que você tenha inimigos.
Nem muitos, nem poucos,
Mas na medida exata para que, algumas vezes,
Você se interpele a respeito
De suas próprias certezas.
E que entre eles, haja pelo menos um que seja justo,
Para que você não se sinta demasiado seguro."
O que eu desejo pra você - Original de Victor Hugo e adaptado por Vinicius de Moraes.
Mimmy às 13:36
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Quarta-feira, Agosto 02, 2006
Esse negrume,
azedume
perene,
impera e impede
minha pele,
minha mente
de pensar,
viver.
Respiro penosamente
o ar pesado
que paira sobre minha cabeça,
sobre o corpo
morto.
Pensamento morto.
Nada aqui me traz alegria,
ou liberdade,
ou qualquer coisa que pareça
vital.
Afundo-me em minha
distinta depressão.
Deito
no que parece um féretro
e entorpeço-me
na angústia.
Mimmy às 11:53
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Sexta-feira, Julho 28, 2006
Quando me pediram, nesta manhã, para que eu contasse o que eu fazia fora do expediente e com quem, minha primeira reação foi soltar aquela meia dúzia de grosseiras que costumo soltar diariamente ou quando me sinto invadida.
Falei que minha vida fora daqui, lá no mundo real, não interessava a mais ninguém a não ser a mim.
Fui almoçar estagnada. Não é a primeira vez que fazem essa pergunta aqui dentro e a resposta não foi diferente dessa.
Qual é o verdadeiro interesse de quem pergunta algo assim? Por que se interessam tanto pela minha vida (sim, só a minha porque com a Andréa, que trabalha aqui comigo, nunca ousaram perguntar da vida dela e olha que a vida dela é mais extensa e cheia de histórias que a minha)? Será que é porque não falo nada e também não pergunto nada pra ninguém? Não sei.
Quando voltei do almoço encontrei meu computador ligado e com uma janela minimizada. Antes mesmo que eu clicasse com o botão direito para fechá-la vi que era o título do meu blog e, por alguns segundos, senti que poderia matar a pessoa que tivesse mexido por ali. Ta, eu sei que blog é público, que qualquer pessoa em qualquer lugar do mundo pode acessá-lo e ler o conteúdo. O que me deixou enfurecida mesmo é que visitaram meu blog pra tentar descobrir o que não conseguiram da minha boca. Parece até que eu não falei que minha vida particular não interessava e nem ajudava em nada no ambiente de trabalho. Mesmo com tudo isso, eu não falaria nada a ninguém, mesmo porque, com toda essa coisa de "liberdade de expressão", "livre arbítrio" (e não é que quando o Sartre disse que estaríamos "condenados à liberdade" ele tinha uma noção de que isso nos incomodaria de alguma forma?) e com a minha concordância quando a Blogger perguntou se eu queria um blog público e respondi "sim" eu não teria argumentos (ou razão) para discutir com ninguém.
Eu já estava quase me esquecendo desse caso quando entraram na minha sala e perguntaram se eu fumava. Antes mesmo que eu respondesse, fui comunicada que meu blog foi visitado por este indivíduo que o descobriu sem propósito algum (claro).
"No topo do seu blog tem uma foto sua fumando" ele me acusou antes mesmo que eu pudesse negar ou admitir o fato.
"Tire suas conclusões" respondi.
É daí que sempre sai aquela pergunta da minha cabeça. Por que as pessoas se importam tanto com a vida alheia? Por que elas perdem tanto tempo querendo saber da nossa vida e, algumas delas, ainda planejam intrigas infantis?
Seria frustração por ter uma vida tão insossa?
Seria tempo abundante (mesmo que tenhamos apenas 24 horas por dia para nos preocuparmos com nossos problemas)?
Ou seria eu a pessoa mais interessante do mundo?
Hahahahaha
Bom fim de semana pra vocês porque o meu será.
Mimmy às 14:47
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Ali
Aqui
Do outro lado de lá
ou de cá
Acolá.
Onde estou?
Cadê você
Que não aqui
nem ali
nem cá
nem acolá?
Mimmy às 10:36
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Sexta-feira, Julho 21, 2006
Olha pra frente
Antes do sol de pôr
Antes de a noite partir.
Nada, nada
Você verá um pouco de mim
Um pouco do que era ruína
E que você reconstruiu.
Aqui a distância parece maior
O tempo é compassado
E o ritmo dessa música
É você, eu sei.
Não peço pra voltar
Ou partir.
Só não esquece disso
Que ninguém pode tirar,
amor.
Mimmy às 15:13
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Terça-feira, Julho 18, 2006
Faz duas horas e dezoito minutos que olho essa página em branco do word.
Cabeça vazia e um zunido no ouvido.
Lá fora
Além da janela
Resplandece o sol
Irradiando luz e calor
Luz e calor.
Quase me recordo
Do calor
Da luz
Do meu amor.
Um brilho intenso
Profundo
E me afundo, agora
Em solidão e tristeza
Aqui é frio
É azul.
Duas horas e 18 minutos pra escrever esse lixo.
Desculpem-me desaponta-los, hoje permaneço calada, o papel conserva-se em branco.
A cabeça continuará vazia e o zunido no ouvido, também.
Não me sinto mal por desapontar ninguém. O que me atormenta é não conseguir escrever, mais.
A quem devo desculpas, então?
À minha fragilidade, minha ignorância, meu sentimento torpe.
Não devo desculpas.
Devo sentir pena de mim.
Mimmy às 14:37
»
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Segunda-feira, Julho 10, 2006
Ouço.
Sinto.
Vejo.
Inspiro.
Expiro.
Suspiro.
Transpiro.
Possuo
o que os simplórios
não possuem.
Não gozo de algo
que os bárbaros
se adestram.
Os estros
e os hábeis, possuem.
O que vêem
e os que ouvem,
também.
Visão ampla
de uma sociedade
conservadora e hipócrita,
mesquinha e leviana.
Que, a partir disso
cria pessoas cegas,
surdas,
ignorantes.
Que acreditam em suas verdades,
incapazes de discutir,
conversar.
Desprovidas de ouvir,
sentir,
ver,
inspirar,
expirar,
suspirar,
transpirar.
Mimmy às 12:53
»
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Quinta-feira, Junho 29, 2006
Verde
Verde no meio do cinza
que domina seus olhos
impedindo-o de ver
a beleza de coisas insignificantes
Digo verde
porque do verde
as outras cores nascem
e florescem
multicoloridas.
Falta-lhe coragem
de ver o verde
e encarar a verdade?
Falta verde
na vida cinza
ao seu redor.
Mimmy às 08:31
»
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Quarta-feira, Junho 28, 2006
Eu sei, eu sei. O blog está precisando de atualização mais uma vez.
Sem mais desculpas, já adianto que, por esses dias, não tive vontade nenhuma de escrever por aqui.
Não porque me faltaram histórias ou inspiração. Talvez fosse porque eu não estivesse numa das melhores fases da minha vida. Estive doente por muitos dias e não consegui pensar em outra coisa senão na minha saúde.
Enfim, agora me sinto melhor e não só fisicamente.
Só pra complementar meu textinho medíocre, queria deixar claro (mais uma vez) que não me importo com uma porção de coisas e, uma delas, é com a decepção das pessoas. Não faço, nunca fiz e, acredito, nunca farei questão nenhuma de agradar as pessoas. Quem me conhece sabe que são assim que as coisas funcionam. Quem me conhece pouco, acaba se decepcionando com isso e fica óbvio que, se eu não me importo em agradar, consequentemente não me importo em decepcioná-las.
Agora, pra quem me conhece e não se chateia com esse jeito (que é meu e ninguém tasca) só posso dizer "parabéns". Amizade é pra essas coisas.
E falo mais. Não é porque sou desse jeito que deixarei por menos quando me acusarem injustamente, colocarem palavras em minha boca ou que falem mal quando e não estiver presente. Da mesma forma que não faço questão de agradar as pessoas, espero o mesmo delas. Então, se alguém está descontente, favor entrar em contato comigo o mais rápido possível.
Falo isso por ter sido acusada (ontem) por várias coisas que não fiz e não falei. Mesmo porque, se eu tivesse feito, não veria problema algum em assumi-los já que, como mencionei acima, não me preocupo com a decepção das pessoas que não me conhecem realmente.
Será que vem ao caso o que aconteceu ontem?
hm, acho que sim.
Foi numa dessas de comentar a merda que os outros falam com uma amiga (e, por incrível que pareça, na maior inocência do mundo) que acabei ouvindo uma porção de merda de outra pessoa (que, até então, eu considerava um amigo) por conta da minha estúpida sinceridade. É daí que eu entendo quando falam em pessoas conformadas com a mentira, com a falsidade. Pro amigo é muito mais fácil me acusar de falsa e defender a pessoa que falou mal dele e ficar conformado do que lutar pela verdade e esclarecimento dos fatos.
Como o amigo veio me perguntar o que eu contei a amiga, respondi sem problema algum o que aconteceu e como o amigo já tinha um ponto de vista formado, ele não quis conversa e me acusou de diversas coisas que não fiz.
1ª acusação:
Inventar fofocas.
Ah, como eu gostaria de ter tempo para inventar histórias para publicar nesse blog, escrever alguma coisa no fotolog (que, por sinal, anda meio desatualizado também). Se eu tivesse tempo pra inventar histórias pra postar no blog, ainda assim eu não perderia tempo inventando fofocas de pessoas que não fazem parte da minha vida. Muito menos inventaria fofoca para prejudicar um amigo.
2ª acusação:
Inventar reunião entre meninas e levar o namorado junto.
Essa eu achei interessante. Primeiro porque eu raramente combino coisas assim. Lembro-me perfeitamente que a última vez que isso aconteceu foi quando uma amiga precisava muito conversar, desabafar. Como nesse dia eu realmente combinei de conversar com ela, meu namorado não foi junto. No outro dia, eu simplesmente não combinei nada.
3ª acusação:
Eu não querer que a Renata fosse junto com a gente tomar café.
Não sei de onde isso saiu. Nesse dia em que fomos tomar café/chocolate quente/sopa ligamos para a Renata nos convidando para ir à casa dela. Ela sequer estava em casa. Tinha ido ao shopping com um amigo dela e, mesmo assim, fomos na casa dela para esperá-la. Se eu não quisesse a presença dela em algum lugar, eu jamais pisaria na casa dela. Como não é o caso, podemos constatar mais uma acusação falsa.
4ª acusação:
Eu só quero foder com a vida dos outros.
Como eu disse no começo do post de hoje, eu não me importo muito com as coisas. Não me importo se as pessoas me amam ou me odeiam. Eu simplesmente não faço nada pra ajudar nem atrapalhar nesse processo. Assim como eu não tenho tempo pra inventar fofocas da vida alheia (coisa que também não me importo), consequentemente não tenho tempo pra querer foder com a vida dos outros.
5ª acusação:
Cinismo.
Bom, essa aí foi a mais bizarra de todas.
Vou colocar o significado da palavra cinismo pra pessoa que me chamou disso avaliar com atenção de qual parte foi o cinismo.
Cinismo
do Lat. cinismu < Gr. kynismós
s. m.,
escola filosófica dos cínicos;
qualidade de cínico;
falta de vergonha;
descaramento;
impudência.
cínico
do Gr. kynikós, relativo ao cão
adj.,
respeitante ao cão;
canino;
fig.,
imprudente;
desavergonhado;
descarado;
impassível;
ant.,
pertencente a uma seita de filósofos gregos que desprezavam as fórmulas e conveniências sociais.
Se ainda assim não deu pra entender, vamos ao simples.
Até ontem (27/06/2006) eu considerava esse "amigo" meu amigo. Tanto que no jogo do Brasil da quinta-feira (22/06/2006) combinei de assistir o jogo com meus amigos (inclusive com o amigo) onde ficamos cara-a-cara (inclusive fui até a casa do amigo pra assistir o jogo) e o amigo não me falou absolutamente nada sobre tudo isso que ele estava guardando. Ele teve coragem (coragem não é exatamente a palavra, acho que cinismo cairia melhor) de me cumprimentar, conversou comigo como se nada tivesse acontecido. Se isso não for cinismo, eu não sei o que é.
Se algum dia eu tivesse feito pra ele qualquer uma das coisas que ele me acusou, eu teria vergonha na cara o suficiente pra não olhar mais na cara dele. Muito menos combinar de assistir o jogo do Brasil na casa dele.
Ah, é bom citar que, no dia desse jogo eu tinha convidado a Renata pra ir junto comigo porque eu realmente gosto muito da presença dela.
Pra concluir toda essa papagaiada, estou deixando uma pilha de papéis do meu trabalho de lado pra escrever esse post porque o amigo não estava querendo conversar. Ele estava num momento de raiva e desabafou todas as frustrações dele em cima das minhas verdades.
Aqui, deixo claro pra todo mundo o que aconteceu porque realmente não devo nada a ninguém, não fiz mal a ninguém.
E é mais ou menos como diz aquele ditado:
"Se a verdade dói é porque é verdade."
Peço desculpas a quem esperava um post decente, desprovido de problemas, intrigas e acusações estúpidas e sem fundamentos.
Ainda hoje posto um poema pra compensar.
Peço desculpas também pelos erros ortográficos e divergências gramaticais. Achei que isso era o que menos importava e não tive tempo pra revisar o texto.
Um beijo
E um adeus para outra pessoa que se foi.
Mimmy às 10:39
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Segunda-feira, Junho 26, 2006
O outro fosse eu
Queria que esses sentimentos
todos
fossem meus
(para quieto, só hoje me deleitar egoísta)
ser verde
e vento
ser amor
e medo
abstrair
do sentir
enfim
queria
ser você
e teu gozo
sem fim
Caio Carmacho
Mimmy às 15:00
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Quarta-feira, Junho 14, 2006
Há.
Definitivamente, há.
Ali, naquela linha
uma intenção sórdida.
Meia dúzia de palavras,
Um conjunto de frases.
Tanto faz.
Pouco importa.
O que me espanta
é a forma de como me enreda.
Como a cobiça me impele
de forma que não resisto
e desisto.
Entrego-me a mais algumas páginas
até que o sono me vença.
Mimmy às 15:01
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Ouço murmúrios na sala.
De que tanto falam?
Ou não seriam falas
e sim, choro?
Não, não é o que parece.
Talvez assemelhe-se mais
com gargalhadas
em meio a gemidos
que duvido ser de dor.
Agora,
não sei se fico ouvindo,
tímida,
atrás da porta
ou se vou.
Mimmy às 14:20
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Segunda-feira, Junho 05, 2006
Aqui
tem um pedacinho
de luz
resplandecendo
intensamente
o quarto em breu.
Há tempos
pernoito insone
tentando descobrir
"De onde vem
essa luz tão límpida?"
Melhor descansar
e tentar desenvencilhar
isso amanhã.
Mimmy às 14:03
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Sexta-feira, Maio 26, 2006
É noite.
Acordo suado
achando que é dia.
Ouço no fundo do inconsciente
o despertador tocar.
É dia.
Mimmy às 13:32
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Terça-feira, Maio 23, 2006
Ponto
Até que ponto
uma mente cansada
pode aguentar desaforos?
Seria o ponto de partida
uma iniciativa
para se colocar um
ponto final?
Ou seria apenas
para um ponto de interrogação?
Será que meu ponto de vista
está tão errado
a ponto de ser ignorado?
A ponto de se passar todos os dias
o maldito cartão-ponto
no devido horário?
Há algum ponto alto nisso?
Estou cansada desse trabalho
destes pontos sem fim
...
Mimmy às 15:11
»
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Segunda-feira, Maio 22, 2006
Dor
Se é que existe
dor n'alma
como dizem os amantes.
Se é que existe
dor no peito
pros que são deixados
pra trás.
Se é que existe
na consciência
como dizem os traidores.
Egoísmo
Quando privamos
o outro de partir
na hora dele.
Quando nosso orgulho
é ferido pelos que nos deixam
para trás.
Quando nos deparamos
com alguém tão mesquinho
quanto nós mesmos.
Mimmy às 17:17
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Ainda não amanheceu.
O céu está escuro
e o vento, gelado.
A garoa fina cai
e o máximo que se ouve
são os carros passando, lentamente,
pelo asfalto molhado.
O vazio da cama
e as cobertas
são ineptos.
Falta alguma coisa,
alguém.
Sinto, aos poucos,
a solidão absoluta
e a melancolia bárbara.
No ápice do silêncio
manifesta-se o despertador.
Mimmy às 13:23
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Quarta-feira, Maio 17, 2006
Sarjeta
Nunca foi
nem pareceu
tão confortável.
A noite esquentou
a sarjeta dura amaciou
e o bom senso emancipou.
Nada mais é sóbrio
nem minha cabeça
nem a brisa da noite
nem o cachorro perneta
do outro do lado da rua.
Depois de toda a euforia
choro
por não saber mais onde estou.
Onde estou?
Mimmy às 15:29
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.é
..tudo
...se
....move
.....devagar
......quando
.......queremos
........ir embora...
Mimmy às 15:07
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Sexta-feira, Maio 12, 2006
Enquanto me afundo no vazio da minha mente,
que um dia foi insólita,
ele dissipa idéias
da mesma forma
que a água escorre pela minhas mãos
que agora transpiram
agonizando por inspiração.
Não é tristeza que incomoda meu peito,
é algo mais complexo, mais além.
Angústia.
Mimmy às 17:29
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Vazio
Olho pro lado,
pro outro.
Nada.
Pra cima,
pra baixo.
Nada, também.
Olho pra trás
por que pra frente,
já sei que nada tem.
Porém, ainda nada.
Aconselharam a jogar palavras,
brincar com contos de fadas
e nada.
Cabeça vazia,
coco oco.
Deixe-me pegar
meu bloco de notas
e ir embora.
Mimmy às 14:54
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Quinta-feira, Maio 11, 2006
No azul
Ali, naquele azul-escuro
cheio de pontos brilhantes.
Aqueles pontinhos
chamados de estrelas.
E que estrelas!
Talvez, hoje
elas estajam
mais radiantes
que em qualquer outro dia.
Me falaram que
eu poderia fazer um desejo
pra primeira estrela que
eu olhasse.
Será que ela vai me atender?
Mimmy às 17:12
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Quarta-feira, Maio 10, 2006
O tempo
o vento
de certo
me levam
e junto
idéias
abstratas
e concretas.
É cedo
e o tempo
escasso
distancia
o fracasso
de tempos
passados
pra trás.
Embora
eu demore
ou vá embora
o blog
nunca
morrerá.
Mimmy às 10:07
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Quinta-feira, Abril 27, 2006
É, atualizar que é bom, nada.
A verdade é que, dessa vez, não é falta de tempo aqui do trampo e, sim, falta de privacidade.
Compartilhar a sala com mais de uma pessoa dificulta minha linha de raciocício que não é das melhores.
O bom é que hoje todo mundo resolveu me dar um tempinho de paz e, dessa forma, posso pelo menos dar uma satisfação do abandono.
Só pra colocar em dia, comigo anda tudo bem. O trabalho diminuiu bastante, o Dalton ficará vários dias aqui em Pira e o Preá tá muito saudável.
O que tem acontecido (e eu não estou gostando) é uma pequena insatisfação com a minha aparência. Faz tempo que não mudo nada e isso nunca é bom. Ontem eu achei um cabelo na internet e gostei. Dependendo do orçamento que o cabeleireiro me passar dessa brincadeira, eu faço ou não.
Fora isso, hoje fui cobaia do primeiro almoço que o Dalton fez pra mim. Como eu nunca precisei mentir pra ele, dessa vez não seria diferente. Estava perfeito.
Tô sem idéias pra poeminhas ou pra qualquer outra coisa útil e, então, fico por aqui.
Até mais!
Mimmy às 13:10
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Quinta-feira, Abril 20, 2006
Como é possível
tanta beleza
numa gota de orvalho
sobre um rosa escarlate?
Como é possível
tamanha perfeição
em folhas secas
caídas ao chão
e levadas pelo vento?
Como é possível
ver beleza
no que é excêntrico
no que é deixado de lado?
Pequenas coisas
que parecem insignificantes
em momentos raros
de pura beleza.
Que dia lindo!
Deve ser porque é véspera de feriado
e amanhã...
Ah, o amanhã!
Mimmy às 14:13
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Terça-feira, Abril 18, 2006
Ali, chovia.
Quase tão intensamente
quanto minha mente
in-cons-tan-te.
Os olhos distantes
nas gotas frias
que caíam
len-ta-men-te.
Enfim, um suspiro
e um abraço quente e
i-nes-pe-ra-do.
Pena que já é domingo
e, amanhã, não se sabe.
Mimmy às 13:16
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Domingo, Abril 09, 2006
Como eu tô sem idéia pra escrever aqui, roubei umas coisas que escrevi no meu diário no dia 08/02/2006.
Nada muitassim, nem muitassado.
Talvez tudo tenha valido a pena.
Pode ser que eu realmente estivesse errada a respeito disso.
Tantas vezes...
Tantas é uma palavra bem esquisita.
Assim como é esquisito a luz irradiando daquele poste.
Que brilha quase tanto quanto o abajour na escurdão do quarto.
Quase faz sentido aquele negócio de luz no fim do túnel.
Sentido, assim, não faz mas, se fizesse, tenho certeza que seria bemlegal.
Mas nunca tão legal quanto o sentimento que sobe pelo estômago quando ouço aquela música que combina tanto com nós dois.
Sim, tenho certeza.
Tudo valeu apena!
Mimmy às 00:40
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Sábado, Abril 08, 2006
mmm
Mimmy às 11:36
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Terça-feira, Abril 04, 2006
Nossa, que blog abandonado.
Antes eram só os leitores que o abandonaram aqui. Agora eu também faço o mesmo.
A realidade é que o tempo não está sendo suficiente. No trabalho, pelo menos durante essa semana, fica impossível até de se repirar. Quando chego em casa, só tenho ânimo pra dormir (se é que posso chamar isso de ânimo). Não estou conseguindo sequer responder as cartas e e-mails do Dalton nem passear com o Preá diariamente.
Vontade de deixar o trabalho pra trás e me dedicar as coisas que eu realmente me importo, não me falta. Infelizmente tem todo aquele processo financeiro que acaba me segurando nessa corda bamba. Digo corda bamba porque já não aguento mais nada disso. Duvido que eu suporte tudo isso por muito mais tempo.
De qualquer forma, tenho feito o possível pra me dedicar aos amigos e ao Tato nos fins de semana. Pena que também não dá pra conciliar muito bem isso. Tem o momento certo pra tudo e esse momento passa rápido demais.
Esse tempo que estou escrevendo aqui é exatamente o momento onde eu deveria estar fazendo as milhões de coisas que tenh o pra fazer aqui mas minha cabeça não está conseguindo dar conta.
Falando nisso, deixa eu voltar pro qu'eu estava fazendo antes que meu chefe apareça.
Beijo pra quem ainda lê por aqui.
Mimmy às 15:37
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Quinta-feira, Março 30, 2006
A vida já não parecia lá essas coisas. Quando resolveram se casar só pensavam em não ter mais que fazer sexo na escadaria do prédio ou dentro do carro. Na melhor da hipóteses os pais viajavam e trepavam na cama dela de solteiro. Agora com 10 anos de casados, ela não se sentia mais atraente. Mas era, com apenas 36 anos estava no auge da beleza. Não eram poucos os que a elogiavam com frequência. Alguns chegavam a ser abusados, com propostas indecentes. Ela era fiel, não se excitava com estas idéias. Tudo bem que recentemente quem não a excitava mais era o marido. Parece que depois de todo aquele tempo lhe faltava desejo. Antes de dar para ele no início do namoro, pensava que ele fosse explodir de tanto tesão. Se esfregavam no sofá, se tocavam, ele insistia e ela negava. Começaram aos poucos. Ela deixava que ele lhe tocasse os seios, os chupasse. Ela tinha de fazer muita força para não ceder. Aquilo era muito bom. Era muito comum que ele fosse embora frustrado com o pouco que conseguira e ela se tocasse convulsivamente no quarto, pensando no tudo o que poderia ter sido e não foi porque ela não quis. O poder a cativava.
Mas ela não era de ferro e foi numa destas viagens de seus pais que perdeu a virgindade. Suas amigas lhe diziam que doeria no início, mas valeria a pena. Ela nunca sentiu a tal dor, só gozou, gozou muito até que não sentisse mais nada que não fosse prazer. Foi decepcionante quando ele resolveu dar por encerrada a noite. Ela ainda podia gozar sozinha.
O que tinha acontecido deste ponto até agora. Quando foi que ele resolveu que não precisava mais fazê-la gozar? Ela estava fazendo mais que a parte dela. Comprava lingeries e brinquedos em sex shop, insinuava desejos, posições. Na cama buscava agradá-lo, sendo devassa e, se não dava certo, recatada. Não havia jeito, ele devia ter outras prioridades.
Ela se perguntava se poderia viver o resto da vida sem o desejo daquele homem. Depois de pensar um pouco concluiu que não. Veio a idéia de dormir com outro homem. Mas não lhe agradava ser infiel. Tentou pensar em outra coisa, mas já estava excitada demais, resolveu brincar um pouquinho. Tentou imaginar que um homem sem rosto lhe possuia. Mas não, precisava ter rosto. Então imaginou-se com o ator do filme da semana passada, mas parecia distante demais, tentou o Chico e nada. Parou de pensar e imaginou o estagiário do escritório. Menino ainda, mal passava dos 20 anos. Já o tinha pego olhando para ela muitas vezes, era desejo aquilo e era de desejo que ela precisava. Naquela noite, na banheira gozou como há anos não gozava. Faltava-lhe forças para sair do banho. Acabou cochilando por ali.
No outro dia no escritório, foi até a produção para deixar umas plantas do novo projeto. Lá estava ele, mal disfarçadas as feições de menino, há não muito abandonadas. Pensou que se ele soubesse em como ela os imaginou na noite anterior nunca mais o veria fora de um banheiro. Deixou o trabalho com ele e voltou para sua sala. Sentou-se e começou a imaginar a imagem dele se masturbando no banheiro. A mão automaticamente desceu até entre as pernas. Foi no calor do momento que pegou o telefone e pediu para que ele viesse até sua sala. Continuou a se tocar, com mais força agora. Foi quando ele entrou.
Ela não queria perder tempo. Ele estava assustado. Ser chamado na sala da chefe nunca significava coisa muito boa. Foi direto até ele e o forçando contra a porta beijou. Para que ele não tivesse dúvidas do que estava acontecendo abriu as calças dele com as mãos e o tocou. A reação foi imediata, ela se divertiu pensando em como os jovens se excitam rápido. Ele estava afobado, parecia com medo de acordar do sonho bom. Beijava-lhe a boca, o pescoço, o colo, tentava lhe arrancar a roupa e tocar os seios. Quando ele lhe tirou a calcinha por baixo da saia ela o puxou pelos cabelos até o divã e usou daquela boca nervosa para lhe dar prazer. Ela não podia gritar na intensidade do prazer que sentia, mas se contorcia e não demorou muito para que tivesse seu primeiro orgasmo. Para retribuir ajoelhou-se na frente dele e segurando-o pelos testículos o chupou como provavelmente nenhuma das namoradinhas de 18 anos dele poderia chupar. O telefone tocava no escritório, mas ninguém ali dentro parecia ouvir. Parou de chupá-lo para dizer:
- Eu sempre soube que você queria me comer... Agora aproveita, me come, me faz gozar.
Ele entendeu o recado. Quando chegou em casa no fim do dia, ainda sentia entre as pernas a pressão da "reunião" que fizera por quase toda a tarde. Estava exausta e faminta. O marido preparava o jantar. Subiu, tomou um banho e quando desceu já estava servido. Só faltava que ela ocupasse o seu lugar a mesa. Ao sair do escritório pensou que sua primeira reação ao encontrar o marido, seria culpa. Mas agora entendia que ele também tinha sua função nesse jogo. Se não queria sexo, ela podia conseguir em qualquer lugar. Mas onde encontraria outro homem que soubesse temperar assim o salmão?
(Extraído de uma mente demente - Panta rhei)
Mimmy às 14:29
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Terça-feira, Março 21, 2006
Não sei como começar o post de hoje. Pensei em começar com "Caralho" mas achei que poderia chocar um pouco as senhoras de 60 anos que visitam esse blog. Poderia chocar também, lógico, os leitores (que são milhares) super conservadores que passar por aqui diariamente.
Como eu não sabia a forma que eu deveria me expressar com tamanha indignação que estou, tentarei ser mais razoável possível para que todos se mantenham sentados na frente do computador sem ter um ataque cardíaco.
Eu nunca leio o que eu escrevo depois de um certo tempo. Já me arrependi disso inúmeras vezes e prometi pra mim que jamais faria isso de novo. Hoje, por estar sem fazer nada aqui no trabalho, li o post super legal do Dalton onde ele mostrava os sites que ele visitava e o por quê. O meu blog estava por lá e ele escreveu que o blog existe desde abril de 2004. Nem eu sabia que tinha começado a escrever nessa data e fui cair na besteira de ver qual foi meu 1° post.
Terrível. Pior, deprimente. Fora a forma imatura como eu escrevia as coisas. A forma imatura como eu via as coisas.
Tá, eu sei que não tá muito melhor agora mas alguma coisa melhorou. Talvez a vida.
A cada dia que passa as coisas vão melhorando (com excepção do trabalho que está cada dia pior) e, com elas o modo de pensar.
Os amigos melhoraram, as músicas continuo gostando das mesmas mas que sempre serão boas, minha carta de habilitação mudou minha vida e meu novo relacionamento está sendo perfeito.
Só pra concluir, posso olhar tranquila pra trás e ter a certeza de que nunca fui tão feliz como estou sendo agora. E, melhor, essa felicidade não está dependendo de ninguém. Estou bem porque eu quero estar bem. Tudo está se encaixando perfeitamente.
Um beijo pra que fica!
Mimmy às 14:43
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Quinta-feira, Março 16, 2006
Nunvens.
Lá estava eu,
no meio delas,
pulando.
Surgem
devaneios meus
flutuando
Entre nuvens esparsas
semelhantes
a garças
e diamantes
cris-ta-li-nos.
Raios de sol
cristalizando
a menina-dos-olhos
enchendo de vida e
espalhando
alegria derradeira.
Que glória,
amanhã
é sexta-feira!
Mimmy às 10:57
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Quarta-feira, Março 15, 2006
Quarta-feira. Quem diria que eu ficaria feliz no meio da semana?
Pois é, o que antes era motivo de chateção por ainda faltarem dois dias pro fim de semana, agora tornou-se contagem regressiva pra matar a saudade.
Mas, mudando um pouco de assunto, já que o blog é meu e não do Dalton, aconteceram algumas coisas por esses dias que realmente não me agradaram. Como tudo o que acontece é uma experiência, pelo menos foi o que meu pai me falou, pude constatar algumas coisas que antes eu não via e que agora são primordiais quando o assunto é confiança.
Nada que ninguém não saiba, mas a gente descuida e, quando vê, já foi.
Fiquei chateada, publiquei textos maldosos e postei fotos do mesmo tipo. Infelizmente, me expresso dessa forma e, como já dizia o ditado que para um bom entendedor, meia palavra basta, achei o suficiente. Esse caso nem merecia meu esforço pra conversar pessoalmente. Quando a confiança acaba, os esforços não valem a pena.
Ficou essa questão no ar pra alguns mas, pra mim, morreu.
O que eu queria dizer é... Nossa, nem sei o que eu queria dizer. Ah sim, algumas coisas mudarão a partir disso tudo e consequentemente minha confiança nas pessoas.
Concluo dizendo que não amo mais ou menos ninguém por isso. Só terei sempre um pé atrás.
Bêjo pra quem fica!
Mimmy às 16:58
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Segunda-feira, Março 13, 2006
Todo mundo foi, menos eu.
Daqui a pouco a casa do Tato vira a maior rede de hotel de São Paulo e eu, que gostaria de ter sido a primeira a conhecer, fui passada pra trás até pelo meu pai.
Mas, tudo bem. Se der tudo certo dia 25 estarei lá e, se eu for a mais importante, já está de bom tamanho.
Mas todo esse vai e volta valerá a pena.
Melhor que isso é que dia 17 ele estará aqui e o fim de semana será nosso.
Bom, tá chegando o fim do expediente.
Fui!
Mimmy às 17:54
»
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Domingo, Março 12, 2006
As sem razões do amor - Carlos Drummond de Andrade
Eu te amo porque te amo.
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.
Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.
Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
nem se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.
Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.
Mimmy às 21:21
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Sexta-feira, Março 10, 2006
Se eu pudesse descrever o que eu realmente penso de tudo isso, não o faria.
Mais uma vez me enganei e admito que dessa vez, errei feio.
Sempre desconfiei das pessoas por todas as rasteiras que levei. Nunca deixei que me conhececem a fundo para não usarem isso contra mim um dia. Sempre ouvi mais que falei pra não ser julgada. Nunca, em hipótese alguma, pedi opniões sobre mim pra alguém nem fui de meias-palavras.
O que você ganha em troca? Outra rasteira. Daquelas bem feias.
O problema não é o tombo em si, mas a decepção de ser descartada quando não se é mais útil.
O ruim disso tudo é o circulo de convivência. Apesar de algumas serem muito queridas, as conversam ficam estranhas e pouco à vontade quando você anula alguém da sua vida. É, anular. Isso é o que eu odeio em mim. Eu queria sentir o que todos sentem, quardar rancor eterno, mas não.
Depois da fase da implicância, vem a anulação. Daí a pessoa se torna inexistente. Puf!
Sempre foi assim e até por isso fui julgada, sem pedir a opnião de alguém, lógico.
Mas eu estava perdendo meu tempo só pra escrever que tá tudo mudado mas que é sincero tá aqui, guardado no coração.
O que me pertubou por esse tempo, tô jogando fora.
Mimmy às 15:26
»
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Quinta-feira, Março 09, 2006
Caramba, nunca imaginei que uma despedida doía tanto.
Não posso dizer que foi ruim, mas triste.
Acho que por ser novata nisso, a distância parece ser bem maior do
que realmente é e as mãos suam frio só de pensar que nada será como
antes. E isso porque estamos dispostos a fazer dar certo.
Não é insegurança, não é egoísmo.
Tudo o que mais quero é que dê tudo certo, mesmo porque, pretendo estar
por lá o mais rápido possível.
O que aperta mesmo é a saudade. Saudade no primeiro dia dos próximos
10 sem ele. Mas, tudo bem. A recompensa por esperar tanto vale a pena.
Só pra concluir antes que meu chefe apareça, esses
últimos meses foram perfeitos e os guardarei com muito carinho.
Que os próximos sejam ainda melhores.
Serei eternamente grata por descobrir com ele que há felicidade
no que eu já não acreditava mais.
Tato, amo você.
Mimmy às 10:56
»
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Terça-feira, Fevereiro 28, 2006
Maria
Verão, noite carioca,
fevereiro. Carnaval.
Desfile de escolas.
Euforia e batuques.
Maria do povo, flor do mundo.
Maria cigana.
A noite consumindo-a, lua
pálida. Longe os homens.
Porque era Carnaval,
Maria não se rendeu.
Mimmy às 12:56
»
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Carnaval
Em meio à euforia, colombina
sem pierrot, lá estava ela...
Mais que noite, euforia de sons
e lampejos de fantasias.
Jogo de luzes e rostos. Procurava
os navegantes.
E quando tudo acabara, adormecera
exausta ao meio-dia.
Mimmy às 12:47
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Quinta-feira, Fevereiro 23, 2006
Aproveitando a linha de inpiração que passou por aqui desde que meu
chefe desejou um Feliz Carnaval e foi embora, deixo minhas palavras
perdidas e meus sinceros votos de um Carnaval bom, já que o meu será.
É lógico que aqui em Piracicaba, onde vou passar o Carnaval, chega a
ser vergonhoso falar das escolas de samba. Não tenho coragem nem
disposição para vê-las.
Passarei um Carnaval tranqüilo. Colocando meu sono em dia, aproveitando
os momentos finais da morada do Dalton por aqui e não pensando em
trabalho.
Tá, até sábado ainda penso em trabalho. Mas depois é só descanso.
Contudo, o que eu tinha pra falar, tá falado.
Amanhã é provável que eu escreva aqui de novo já que o chefe não estará aqui.
Caso não aconteça fica o aviso: Cuidem-se e divirtam-se!
Música pra embalar (ou não) - Todo Carnaval Tem Seu Fim - Los Hermanos
Mimmy às 17:41
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Corre menino
que o tempo
Corre
com a vida
e escorre
entre os dedos
E quando se
descobre
já não pode
mais voltar.
Mimmy às 13:49
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Sábado, Fevereiro 18, 2006
Brincadeira tem limite.
Chuta, mas
quando sangrar,
para.
Mimmy às 08:21
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Sexta-feira, Fevereiro 17, 2006
Algo na minha cabeça
que não me deixa
pensar.
Que incomoda a alma
Sem muita calma
pra amar.
Se fosse amanhã
talvez de manhã
acordar.
Pudesse entender
como você
pôde mudar.
Vamquevamo
que o trem
não pode parar.
Turum turum!
Mimmy às 17:53
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Quinta-feira, Fevereiro 16, 2006
Como se eu não tivesse mais nada pra fazer, resolvi dar uma
xeretada nos blogs conhecidos e não-conhecidos pra ver se eu
animava de escrever por aqui.
Eu acho impressionante as pessoas conseguirem escrever tão bem e
por tanto tempo. Sempre achei interessante manter uma certa frequência
no blog. Pena que não consigo.
Mas, como eu ia dizendo, eu estava xeretando alguns blogs e acabei
achando o do Medina. O link pros dois blogs dele estão logo abaixo do
link pro site dos Los Hermanos, do lado esquerdo do meu blog.
Achei legal. Pra quem gosta, vale a pena dar uma xeretada também.
O que eu queria dizer mesmo é que as pessoas me surpreedem.
O Medina mesmo, sem querer desmerecer (mesmo porque não o conheço),
parece sempre quieto. Ouço muito pouco sobre ele, no entanto, ele
escreve magnificamente bem.
Gosto do jeito detalhista de como ele conta as coisas. Admiro.
O Dalton também escreve assim. Acho que até melhor (ou será que
sou suspeita pra falar dele?) mas eu não vou elogiá-lo muito porque
ele já se sente.
Eu não consigo terminar uma estrofe que não fique confusa.
Acredito que um dia eu chegue lá.
É, lá onde todos os meus textos são perfeitos e ninguém precise
corrigí-los.
Até lá, fiquem com meus erros, minhas descordâncias e meu texto caótico.
Já é melhor do que nada (eu acho).
Um beijo (não sei pra quem já que ninguém visita esse blog).
Mimmy às 17:59
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MimmY: mudando de assunto, sabe que eu nunca tinha reparado no pescoço de ninguém (nem no meu) até a Guada falar do dela.
Andei olhando minhas fotos e nossa...
Meu pescoço é imenso!
Se eu fosse um pouco mais alta, amarela e com manchinhas, eu seria uma girafa
Dalton: uma linda girafinha, mas isso é coisa da sua cabeça. Seu pescoço é normal
sem novos traumas
MimmY: haihaiuha
cada dia um novo pra não enjoar
Dalton: eu mantenho alguns mais especiais sempre presentes.
Mimmy e Tato pelo Google Talk
Mimmy às 15:18
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Quinta-feira, Fevereiro 09, 2006
É aquele negócio. Quem foi, foi. Quem não foi, perdeu.
Não foi um simples show, não.
Foi muito melhor do que eu podia imaginar.
Tenho certeza que a última vez que gostei tanto de um show, foi no deles mesmo.
Ontem foi um dia bom. Perfeito até. Não só pelo show (apesar disso ter uma parcela enorme).
E eu esqueci o que eu queria escrever...
Ah, sim!
Foi um show maravilhoso, junto com algumas das pessoas que eu amo (não é exagero) e, ainda, com cara de mudança. Se pra melhor ou pra pior, ainda não posso dizer. Mas, não custa tentar, né?
Momentos como esses deveriam durar para sempre. Mas... Já que não duram, deixa eu acabar de fazer o back up, sair do trabalho e aproveitar enquanto esse momento está aqui.
Blá blá blá... Já estou enrolando demais.
Mimmy às 17:34
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Terça-feira, Fevereiro 07, 2006
Lembra do menino correndo?
Sem preocupação, contra o vento
Enquanto as meninas e bonequinhas
gargalhavam com as janelinhas.
Ao mesmo tempo que o velho se lamentava
pela infância roubada
nas árduas tardes, nas lavradas.
Ali por perto, a linda moça
Andar macio, rosto de louça
Sem se preocupar com o cabelo ao vento
Vendo o menino desatento
e as meninas com as bonequinhas.
Mimmy às 17:38
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Sexta-feira, Fevereiro 03, 2006
Sempre gostei de digitar no bloco de notas.
Não sei o porquê e nem quando isso começou. Só sei que posso ficar horas digitando nesse grande espaço em branco que se enche de letras ao mesmo tempo em que as idéias vão surgindo.
São poucas e simplórias, eu sei, mas já é melhor do que nada.
O estranho é essa vontade que insiste em persistir. Não tenho mais tanto gosto pra escrever. De vez em nunca dá uma vontade e, ao invés de recorrer ao papel e ao lápis como alguns o fazem, ligo o computador e abro o bloco de notas. Além de ficar um texto sem rasuras, ainda tem a vantagem de não encher minha mesa de papéis desalinhados.
Enfim, talvez seja isso. Depois de tantos anos usando o bloco de notas, acho que ele merecia ser comentado em algum dos meus desditosos textos.
Mimmy às 17:16
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Segunda-feira, Janeiro 30, 2006
Eu sei que faz tempo
mas ando sem tempo
E com contratempos
Faltam dez pras seis
E não falta nada na minha vida
agora que falta pouco pra te ver
Aê!
Mimmy
Mimmy às 17:52
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Segunda-feira, Janeiro 23, 2006
Mastodonte: E como estão as coisas?
Tigre-dente-de-Sabre: Olha que as coisas saíram completamente do controle nesses últimos meses...
Mastodonte: Como assim?
Tigre-dente-de-Sabre: Saíram do meu controle. Simples assim. Eu tinha planejado uma coisa e acabou acontecendo outra.
Mastodonte: Em relação a...?
Tigre-dente-de-Sabre: Em relação ao que eu mais temia...
Mastodonte: Sério? É o que eu estou pensando?
Tigre-dente-de-Sabre: É... Quero dizer, depende do que você está pensando.
Mastodonte: Bom, se for sobre aquilo que você sempre jurou que não aconteceria novamente, sei sim.
Tigre-dente-de-Sabre: É... Pois é.
Mastodonte: E aí? Vai fazer o que?
Tigre-dente-de-Sabre: Deixar e ver onde vai dar... Enquanto tá tudo perfeito, eu vou levando.
Mastodonte: É o melhor que você tem a fazer. Vai que você perde o medo disso...
Tigre-dente-de-Sabre: É. Talvez seja bom mesmo.
Mastodonte: Mesmo que não, vai valer pra alguma coisa.
Tigre-dente-de-Sabre: Espero que sim. Espero que sem arranhões, dessa vez,
Mastodonte: Será. Talvez isso nem termine...
Tigre-dente-de-Sabre: É... pode ser. Acho pouco provável, mas pode ser...
Mastodonte: Até que horas você fica aí hoje?
Tigre-dente-de-Sabre: O mesmo horário de sempre... 18:00hs. Daqui a pouco começo com os back-ups.
Mimmy às 17:31
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Quarta-feira, Janeiro 18, 2006
O portão de grade meio marrom e meio enferrujado estava aberto, como sempre.
Nunca entendo porque sinto tanta vontade e tanto medo de entrar.
Quando entro, passo o cadiado mas não o fecho. Talvez para não ter o trabalho de pular o portão caso alguma coisa aconteça.
Continuo meu caminho e, como de costume, passo pelas árvores baixas e pelo mato alto. Tenho a sensação de estar sendo observada mas continuo meu caminho até chegar a casa.
Aquela casa antiga, com uma varanda grande e uma cadeira de balanço posicionada entre os dois pilares que sustentam o telhado com limbo.
Sempre conto os degraus. São três no total. O chão da varanda é vermelho. Faz-me lembrar a casa da minha avó. O aroma de café toma conta do ar que me puxa pra dentro da casa.
A porta entreaberta faz um rangido macio, quase inexistente. Na sala, um sofá de três lugares está encostado na parede em frente a porta. No lado direito, uma televisão antiga ligada bem baixinho.
Em frente a TV um outro sofá, esse de dois lugares, e uma mesinha com um vaso de flor ao lado do braço esquerdo. Logo depois do vaso tem um corredor imenso. Quase parece não ter fim. Prefiro ficar na sala. Sento-me no sofá e a vejo. Parece que eu já sabia que ela estaria ali. Assim como todo o resto da casa.
A caixinha de metal enferrujada que traz dentro algumas cartas. Sei que são pra mim.
Enquanto leio e releio algumas delas, ouço a cadeira de balanço fazendo barulho. Mesmo sabendo que as cartas são minhas, me sinto na obrigação de colocá-las no lugar na surdina e vou até a varanda como se nada tivesse acontecido.
Aquela mesma velha de sempre, com um sorriso cansado no rosto e os olhos azuis cheios de lágrimas. Um pouco mais adiante, bem na curva da varanda, um homem com barba e cabelos longos, louros e desalinhados. Ele parecia olhar pro nada e passei alguns minutos fixando os olhos nele.
A velha me perguntou se eu queria café. "Se fosse minha avó já teria colocado na xícara e me feito tomá-lo" pensei.
Eu não sentia vontade de tomar café mas eu queria que ela me deixasse sozinha para que eu criasse coragem para perguntar ao homem quem era ele.
"Sem açúcar, por favor".
Ela se levantou lentamente e caminhou do mesmo jeito até a cozinha.
Me faltava ar, minhas pernas tremiam e meu corpo suava frio enquanto eu me aproximava dele.
Me faltava coragem. Sempre me faltou coragem pra tudo.
Baixei a cabeça e tomei fôlego. Quando olhei pra ele novamente, ele já não estava mais lá.
A velha volta com uma xícara de café.
Mimmy às 08:53
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Segunda-feira, Janeiro 16, 2006
Aero Willys: Tinha alguém escondido atrás do arbusto... Tenho quase certeza que era um coelho gigante.
Alfa Romeo: Mas coelhos gigantes e azuis não existem...
Aero Willys: E quem foi que disse que era azul? Era verde e tinha duas orelhas imensas num tom mais escuro.
Alfa Romeo: Tipo verde-militar?
Aero Willys: É, bem isso. Quando eu fui chegando perto pra me certificar de que era mesmo um coelho gigante dei de cara com ela...
Alfa Romeo: Ela? Ela quem?
Aero Willys: A criatura lunática.
Alfa Romeo: Céus...
Mimmy às 17:57
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Segunda-feira, Janeiro 09, 2006
Feliz. Muito feliz.
Como jamais pensei ser possível.
Até o trabalho ficou pequeno hoje.
Bobinha...
Mimmy às 17:45
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Quarta-feira, Janeiro 04, 2006
É... hoje as coisas estão mais calmas.
Cheguei a levantar antes do despertador tocar com uma certa disposição pra trabalhar. As últimas vezes que acordei sem a ajuda do despertador eu fiquei indignada, mesmo porque, eu estava no meu fim de semana de descanso na praia.
Mas hoje foi interessante. É uma pena que isso nunca mais vá acontecer.
Opa. Chefe na área.
[...]
Então que eu passei a virada do ano na praia. Nunca gostei de praia. Do conjunto todo. Areia, água salgada, sol, multidão de pessoas...
Dessa vez foi diferente. Foi divertido. Foi bonito, até.
Tá certo que eu tive que ouvir comentários (que eu preferia não ter ouvido) sobre maquilagem. "Quem diabos usa maquilagem na praia?" fiquei me perguntando.
Ainda teve o dia em que fui acordada com uma daquelas risadas, ou melhor, gargalhadas espalhafatosas (que soavam falsas demais pra ocasião já que o assunto em pauta não tinha tanta graça assim) e fiquei com um mau-humor horrível.
Ainda devo desculpas ao Tato por não respondê-lo enquanto eu pensava numa forma de vingança pra quem tinha me acordado daquele jeito.
Fora isso, acho que tudo ocorreu parcialmente bem. Com excessão da conversa sobre "O que vamos fazer no próximo ano novo?" ou "minha filha vai se chamar Samara". Provavelmente um momento de insalubridade. Mas também passou.
A viagem de volta foi tranquila. Pessoas que não falam sobre maquilagem ganham um ponto a mais no meu conceito. Tentei dormir diversas vezes. Acho que numa das tentativas, quase sonhei com alguma coisa.
Cheguei em casa por volta das 5:30 da manhã. Abri a porta e me deparo com a sala sem sofás. No estado que eu estava, achei que tinha entrado na casa errada até vê-lo. O Preá todo bonitinho, abanando o rabo frenéticamente. Peguei-o no colo e fui dormir, afinal, eu tinha pouco menos de duas horas para dormir antes de recomeçar minha rotina no trabalho.
Dessa vez eu precisei do despertador mais do que nunca para conseguir levantar.
E foi assim que eu tive a pior segunda-feira da minha vida. Cochilei em pé. Devo ter tomado quase um litro de café. Agora que eu vejo o quanto a praia vai me fazer falta.
Terça ocorreu tudo bem. O trabalho já estava todo em dia e, dessa vez, não cometi nenhum erro.
À noite, finalmente encontrei meus amigos. Céus, como fizeram falta. É incrível como a gente só percebe o quanto eles são perfeitos e o quanto o amamos quando nos distanciamos (mesmo que por alguns míseros dias).
Comemos pastel no Tuca (ou na Tuca? Eu nunca sei) e ficamos conversando sobre alargadores de 2mm. Choveu bastante. Me disseram que durante o ano novo foi pior.
Enfim... hoje as coisas estão mais calmas.
Amanhã ele estará aqui e a conversa será mais lúcida (espero).
Ao som de Carpenters - Leaving on a Jet Plane
Mimmy às 14:03
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Segunda-feira, Janeiro 02, 2006
Não era de se duvidar
Ano novo, encanações novas.
Talvez até tenham razão ao dizer que eu não conseguiria viver sem arranjar algum problema.
Tanto comigo quanto com as outras pessoas.
Às vezes eu queria mudar isso. Às vezes, não.
A verdade é que eu ainda não tenho muita vontade de conversar sobre o que estou pensando com ninguém. Tem dias que me esforço e até desabafo alguma coisa.
Confiança. Acho que eu deveria ter mais disso com as pessoas. Acho que daí, sim, seria mais fácil.
Por ora, fica do jeito que está.
Amanhã eu penso nisso...
Feliz ano novo (se possível)!
Mimmy às 13:05
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Quarta-feira, Dezembro 28, 2005
Elefante cor-de-rosa
Cor infante
E todo prosa
Seu olhar
seu murmurinho
Tão distante
e tão baixinho
Brinca pula
Corre à toa
Num instante
o tempo voa
E o torna
tão cinzento
Está sem força
e sem alento
Elefante cor-de-rosa
Cor e vida
foram embora.
Mimmy às 13:04
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Quinta-feira, Dezembro 22, 2005
A saudade que invade
É a mesma que prospera
Por sentir a sua falta
Solidão em mim impera
E enquanto você não volta
fico aqui, à sua espera
Como um navio ao sabor do mar
Sem um leme e sem vela
Feita pelo meu pai.
Mimmy às 13:21
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Sexta-feira, Dezembro 09, 2005
Talvez, não há nada mais bonito que vê-lo dormir
O sono dos inocentes, sonhando coisas puras.
Posso sentir a respiração tranqüila
E olho-o incansavelmente.
Talvez, vê-lo correr seja ainda mais bonito
Com uma felicidade infindável
E uma disposição inigualável.
O jeito que ele olha
Com ansiedade, pedindo carinho.
O jeito que ele se acomoda nos meus braços...
Acho que eu poderia passar o dia todo observando
cada movimento, cada forma de expressar o que sente.
É uma pena que os cachorros latem
Mas o latido dele não chega a incomodar.
Está ficando tarde e
o barulho das teclas, o mantém insone.
Boa noite, Preá!
Mimmy às 01:30
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Quarta-feira, Dezembro 07, 2005
Já que isto é um blog, acho que não haveria problema algum descrever como foi meu dia hoje.
Como se não bastasse a preocupação que eu estava, por conta de ter invertido números extremamente importantes no dia anterior no meu serviço, ainda tinha aquela coisa de ter que levantar da cama e tentar acordar.
Aliás, acordar é uma coisa que eu não deveria ter feito hoje.
Quando o despertador tocou, tive a capacidade de pensar, coisa que não costumo fazer em horas como essa, em como o capitalismo e toda essa coisa de consumir-mais-e-mais me empurra de forma desleal do aconchego do lar doce lar.
É legal consumir. Pena que não posso fazer isso com tanta freqüência.
O que me fez pensar que, talvez, trabalhar não valha tanto a pena.
Enfim, levei algum tempo pra chegar até o banheiro onde, hoje, não teria escapatória. O banho era iminente.
Pensei que, se era pra fazer, deveria fazê-lo o quanto antes. Afinal, eu ainda teria um longo dia stressante pela frente. Meu chefe não entenderia a crise que eu estava passando enquanto as notas fiscais ficavam cada vez mais atrasadas.
Depois do banho tinha a parte mais legal da manhã. O café.
Sentir aquele cheiro gostoso de café logo pela manhã é quase um incentivo pra me manter acordada. Senti o aroma e tomei o primeiro e longo gole de café... sem açúcar!
O café sem açúcar nunca me deixa mal-humorada. "É simples consertar isso", pensei. Enquanto e tentava consertar aquele erro bobo, pensei em como eu tive a capacidade (ou a falta dela) de conseguir inverter números tão importantes naquelas malditas notas fiscais.
Mexi lentamente a colher, dissolvendo o açúcar como se fosse a coisa mais importante naquele momento.
Encostei a xícara levemente nos lábios, paranão correr o risco de queimá-los como aconteceu antes de ontem e... doce demais!
Sabia que, a partir daquele momento, nada mais daria certo no restante do dia.
Vesti minha calça jeans, a camiseta "superbásica da Hering" (como disse a vendedora) e meu all star vermelho.
O cabelo estava um lixo então conclui que estava tempo de chuva no mundo lá fora.
Despeço-me do Preá (tenho que confessar que essa é a pior parte), vou até a garagem, dou a partida no carro e... não pega.
Respirei fundo e tentei novamente. Nada.
Puxei o afogador (papai me ensinou assim) e funcionou.
Ao descer aavenidade casa, notei que o ponteiro indicava que gasolina estava no fim. Sorte que vi isso antes de chegar no posto do Carrefour.
Eu ainda estava adiantada pro trabalho. Fiquei tranquila.
"Aceita cartão, moço?" perguntei antes que ele começasse a abastecer. Aindafaltam dois dias pro meu pagamento e, em momentos como esses, todo ser humano normal recorre ao malvado cartão de crédito.
"Aceita, sim!" respondeu.
Enquanto o carro estava sendo abastecido, me lembrei de como eu costuma mentir descaradamente pras pessoas.
Fazia isso porque sentia uma necessidade sem fim de parecer uma pessoa mais legal, mais perfeita.
Hoje, já não faço questão de nada disso e, infelizmente, eu acabo sendo sincera e estúpida demais.
Carro abastecido. Me dirijo a cabina onde eu supostamente pagaria com o cartão o que eu devia e iria quase bem pro serviço.
"-É crédito ou débito?" pergunta a moça forçando um sorriso amarelo e tentando ser gentil às 7:50 da manhã.
"-Crédito"
"-Pode digitar a senha..."
xxxx
"-Senha inválida!"
"-Como assim, senha inválida?" perguntei como se fosse o fim do mundo.
Antes de fazer qualquer fuzuê, pensei na possibilidade de ter digitado a senhadeforma incorreta. Às 7:51 da manhã, nada parece ter muito sentido.
"-Posso tentar de novo?"
"-Pode." responde ela com uma entonação nada feliz.
xxxx
"-Senha incorreta!"
Passaram milhões de coisas n minha cabeça nesse momento.
Achei que eu teria um ataque no coração e morreria por ali mesmo. Vi flashes de toda minha vida (a parte constrangedora, lógico) passando como se fosse um curta.
"-Você não tem outra forma de pagamento?"
"-Se eu tivesse, provavelmente não estaria tão desesperada..." comecei respondendoalto e fui abaixando a voz conforme eu perdia o ar.
"-Olha, você precisa colocar seu carro ali na frente e dar um jeito. Liga pra alguém te trazer dinheiro..." disse elatentando ajudar.
Liguei o carro e mal conseguir firmar o pé no acelerador. Parecia o dia do meu exame prático. O nervosismo e a chuva.
"Daquela vez deu certo. Por que dessa vez não daria?"
Meu pai estava trabalhando, minha mãe não estava em casa. Liguei no meu serviço e, como eu já estava atrasada, era bem provável que minha tia já estivesse lá eatenderia minha ligação a cobrar no celular da firma.
xxxx-xxxx
"Esse telefone está desligado ou fora da área de serviço"
"Merda!" pensei.
Tentei mais 16 vezes... Meu desespero foi ficando cada vez maior e meus cigarros estavam no fim.
"Justo hoje que tenho que consertar a cagada que eu fiz durante uma semana em três míseras horas?!" pensava nisso o tempo todo.
Quando finalmente consegui falar naquela m****, minha tia em dois segundos deu um jeito e, um dos empregados foi me buscar com o dinheiro.
Cheguei no trabalho nem sei como. Estava cega de raiva, de preocupação.
Queria mandar todo mundo se foder. Me conti e comecei a subir as escadas.
"Bom dia, Mi!" disse um dos boys que trabalham pra gente.
"Só se for prá você!"
Sentei na minha cadeira, liguei o computador e trabalhei feito louca. Nem notei que meu chefe ainda não estava lá.
Não atendi telefones, não anotei recados, não falei com ninguém.
9:00 Meu chefe chega.
"-Bom dia"
Como alguém podia olhar pra minha cara e dizer bom dia? Não tinha nada de bom ali. Eu queria estar em casa, dormindo com o barulho da chuva e sonhando coisas sem sentido.
"-O que faz você pensar que vai ser um bom dia?" respondi com pergunta e um sorriso que deveria estar tão amarelo quanto o sorriso da moça da cabina do Carrefour.
Ainda bem que ele levou na brincadeira e respondeu: "-Hoje será um bom dia porque você colocará em ordem toda a merda que você fez e poderemos enviar os boletos da forma que eu tinha planejado antes."
Sorri. Sabia que ele falava brincando, mas era sério. Como ele sabia que estava certo, continuou dizendo: "-Mas não se preocupe, até o fim do ano você aprende!"
Infelizmente, não consegui terminar todo o serviço na hora que eu tinha planejado.
Trabalhei feito louca, não almocei e tive enxaqueca.
14:47. Essa foi hora da libertação.
Eu mal acreditava que finalemte tinha acabado.
Agora era mandar os boletos para as empresas e colocar em dia tudo o que tinha deixado pra trás.
Voltei pra casa e não consegui dizer uma palavra.
Deitei e dormi pesadamente.
Sequer ouvi o meu celular tocando bem ao lado da minha cabeça.
Acho que escrevi demais.
Mimmy às 00:38
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Segunda-feira, Dezembro 05, 2005
Passa passa, passarinho
Entre árvores, entre pinhos
Pelos galhos, pelas folhas
Passa passa minha escolha
Por amores, por espinhos
Passa passa bem baixinho
Sem alarde, coisa à toa
Vida mansa, vida boa
Entre árvores, entre pinhos
Passa passa, passarinho.
By Mimmy 05/12/2005
Mimmy às 23:36
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Sábado, Dezembro 03, 2005
[SorveteDePavêCaféConhaqueComLicorDeCacau
CigarrosStrogonoffDeCarneDeSoja
CocaColaComLimão&GeloLasanhaDeBrócolisMacarrão
ComMolhoBrancoPerfumeDoceBoloDeTrufa
SaladaDeBeterradaComCenouraShampooMamãe&Bebê
EspetinhoDePimentãoPipocaComPimenta
CoxinhaDeFrango&CatupiryDaAssagioFilmeComChocolate
InsensoDeCamomila]
Mimmy às 20:27
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Domingo, Novembro 27, 2005
Não há mistérios aqui. Tudo o que penso demonstro em gestos.
Sem palavras... Só gestos.
Às vezes acho que ninguém deveria falar nada. Principalmente falar o que não deve na hora que não deve.
Acho que deveríamos adotar o método das abelhas e nos comunicar semiológicamente.
Evitaríamos gafes, erros de concordâncias verbais, sotaques horríveis e vozes estridentes.
Seria um lindo mundo silencioso.
Mimmy às 23:38
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Quinta-feira, Novembro 24, 2005
Alguma coisa estava acontecendo e eu não sabia o que era. Provavelmente uma conspiração ou uma falcatrua. A única certeza era que eu estava isenta dos assuntos "particulares" de todos a minha volta.
Não me sentia menos amada, mesmo porque, sempre achei que já estava no ápice da repugnância de todos.
Me sentia desconfortável. Talvez pelo fato de ter a certeza de que tudo por ali era tão superficial quanto no lugar que habitava antes. Ou, simplesmente, porque tinha provado algo tão bom quanto a mediocridade que me cercava.
Já não fazia mais sentido permanecer naquele lugar antigo, caindo aos pedaços e cheirando a poeira.
Os murmurinhos tornam-se silenciosos a medida que o ranger das escadas toma conta do silêncio da minha mente.
"Há uma nova vida do lado de fora daquela porta imunda. Basta abri-las."
São os meus pensamentos contra meus medos. Uma luta, que parecia infindável, começa a tomar partido para o lado novo.
Não posso ficar nesse lugar pra sempre.
Despeço-me agora porque depois... nunca se sabe.
Mimmy às 00:51
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Domingo, Novembro 13, 2005
Hoje, mais do que qualquer outro dia, sei que preciso de um cachorro MESMO.
Se ainda restava alguma dúvida, termina por aqui.
Preá... a mamãe vai te buscar sim, tá?
Mimmy às 19:56
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Quarta-feira, Novembro 09, 2005
Acordei assustada imaginando as milhões de broncas que tomaria ao chegar atrasada no escritório.
Dessa vez não tinha desculpa. Já usei todas as possíveis costumam usar em momentos como esse.
Não dá tempo pra pensar em nada agora. Tenho que me vestir, escovar os dentes e tentar dirigir até lá.
Sempre tenho dificuldades em assimilar fatos quando acabo de acordar. O de hoje era a mensagem que apitava em meu celular. Eu tentava entender o que era aquele barulinho que, de tempos em tempos, incomodava meus ouvidos.
A primeira coisa que me veio à cabeça foi um contador de uma bomba atômica. Pensei em quais pessoas me odiariam a tal ponto de instalar uma bomba de mau gosto nas minhas coisas.
A segunda, e essa veio quando eu, sem preceber, cheguei ao escritório e pensei na possibilidade de ser uma (ou quinhentas) ligações perdidas do meu chefe.
Não tinha mais tempo. Agora era eu e minha cara de noite-mal-dormida contra meu chefe e sua cara de você-está-ferrada.
Passei em silêncio pelo corredor na expectativa de que ele não percebesse meu atraso.
Liguei o computador e ouvi meu celular apitando novamente. Resolvi olhar e descobri a tal mensagem. "Queria me concentrar em nada. Resolvi dormir e se pudesse dormiria até sexta. Um beijo, gosto demais de você."
Ainda não consegui assimilar o que estava acontecendo. Pensei em quantas pessoas gostavam de mim ao ponto de mandar uma mensagem como essa. Acredito ser engano e volto ao meu trabalho.
A única coisa que eu conseguia pensar por inteiro, era a possibilidade de estar numa máquina de tortura que costumavam usar com pessoas indolentes. Lembrei-me do filme "Os Contos Proibidos do Marques de Sade" e de como a fotografia do filme era bonita.
Rspirei mais aliviada e, quando me dei conta, já passavam das 10:00 da manhã.
Meu chefe passou pelo corredor dizendo que não voltaria mais pro escritório hoje.
Agora sim eu poderia acordar tranqüila.
Mimmy às 00:01
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Domingo, Novembro 06, 2005
Lá estava ela novamente...
No mesmo lugar.
Sentindo o ódio subir pelas entranhas
Sentia ódio por permanecer sentada na mesma cadeira e olhando para o mesmo tênis pendurado nos fios de eletrecidade do poste.
Ela não tinha mais dúvidas e pensava nos medos que acabara de
descobrir.
Sabia que era a última vez que estaria ali. O seu refúgio não seria
mais o mesmo depois de tudo o que ela pensava agora.
Suas crenças foram desfeitas e seus desejos eram outros.
É tudo diferente.
Mimmy às 04:22
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Sábado, Novembro 05, 2005
Preto diz:
o Preto nao esta
Branca diz:
quem está aí então?
Preto diz:
eh a irma dele
Branca diz:
a irma stress?
Preto diz:
eu nao sou stress
Preto diz:
axo q qm eh eh vc
Preto diz:
nao eu
Branca diz:
não... eu acho que quem saiu toda nervosinha por causa de uma brincadeira tonta foi você
Preto diz:
nao sair nervosina so axo q educao manda lembrança e educacao em sempre bom e todos s gostamos
Branca diz:
ahaihaiuhaiuhaiha
Branca diz:
onde eu fui mal-educada com você filhota?
Preto diz:
meu tenho mais o q fazer do q ficar discutindo com vc
Preto diz:
vou termina meu trabalho q eh mais importante
Branca diz:
opa... que educadinha
Branca diz:
não estou discutindo com você
Preto diz:
ta bem meu esquece isso
Preto diz:
e alem do mais isso nao vai muda minha vida e tambem nao vai muda a imagem q eu tenho de vc
Preto diz:
so isso
Branca diz:
que bom!
Branca diz:
ficamos quites!
Preto diz:
hahaha so rindo msm
Preto diz:
nao
Preto diz:
estamos quites
Branca diz:
sim... Explicando: você fica com a imagem que você tem de mim e eu fico com a que tenho de você.... Até tentei ver se você era outra coisa, mas já vi que é só isso aí mesmo
Preto diz:
ta bem vai chega
Branca diz:
toma um copo de agua lá, e conta até dez... você vai acabar adquirindo uma ulcera com esse stress todo
Preto diz:
meuna boa outro dia a gente volta a falar nisso eu preciso mesmo terminar meu tra balho
Preto diz:
blz
Branca diz:
um beijão pra você e até mais
...
Como as pessoas levam a sério minhas brincadeiras...
hehe
Mimmy às 20:00
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Quarta-feira, Outubro 26, 2005
Ela corria e não sabia pra onde. Sabia apenas que deveria correr.
Ninguém a perseguia, não estava atrasada, não tinha pressa. Queria correr para alcaçar alguma coisa que ela mesma não sabia o que era.
Ofegante e cansada. Sentia a boca rachar por estar seca, a garganta ardia por ansiar água.
Que diabos estava acontecendo?
As pernas já não correspondiam mais. O corpo queria parar mas a mente a obrigava a continuar sua incessante busca por algo que desconhecia.
O calor escaldante e o suor excessivo aumentavam a cada pernada.
Talvez a sensação de estar deixando tudo o que é desnecessário pra trás, esquecendo todo mal acontecera até ali a entusiasmava.
Corria atrás do tempo que perdera se dedicando aos outros. Ao tempo que perdera esquecendo de si.
Ela não olha mais pra trás. Sabe que corre o risco de tropeçar e se prender aos erros novamente.
É, talvez seja isso.
Talvez não.
Melhor não contrariar...
Mimmy às 01:03
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Terça-feira, Outubro 25, 2005
Deitada num vasto chão macio e verde, olhando um imenso teto azul-claro acima e com enfeites metamorfósicos, fofos e brancos.
Tem alguns seres desconhecidos planando no ar ao mesmo que tempo que emitem um agradável som.
Sentada, percebo que estou rodeada de imensos fazedores de sombra, tão verdes quanto o tapete que repouso.
Aos pés desses seres gigantes, espécies de hastes finas, coloridas de variadas formas e com um aroma indescritível.
Em pé, ando e saio da sombra.
Vejo um ser iluminante suspenso no teto azul. Onde ele está, há uma sensação de transmissão de energia abrasadora dele para mim.
Alguns passos e me deparo com um líquido transparente e inodoro escorrendo por entre matérias duras e sólidas.
Há seres no meio do líquido com diversas cores e movimentos.
Há uma certa míngua de víveres e, apesar de ainda não ter experimentado nada daqui, tudo parece muito apetitoso.
Tem um ser gigante fazedor de sombra repleto de esferas que parecem ser comestíveis.
Já ouvi falar desse lugar mas não lembro de estar num destes antes.
Aqui é tudo mais bonito, cheiroso, colorido... Mais real que o lugar onde vivi.
Mal posso esperar para provar tudo...
[...]
Mimmy às 00:19
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Domingo, Outubro 23, 2005
Pois é, todo mundo curtindo o domingo enquanto eu, estava trabalhando no referendo do desarmamento.
Não foi de todo mal. Passei o dia todo vendo aberrações. Um verdadeiro Freak Show!
Os nomes dos esquisitinhos então, nem se fala. Esmailem, Mozart, Debora Pinton Sacconi... E por aí vai.
Tinha o seu Alciondo. Ele levou cerca de 20 minutos pra conseguir se mover lá na cabina de votação.
As teclas verdes são estranhas. Elas deveriam estar de outra cor, já que, para todas as pessoas que falávamos que era só apertar um número (o 1 ou o 2) e confirmar no verde, o pessoal apertava qualquer outro que não fosse o verde.
Isso sem contar a tia de 86 anos que mal conseguia andar mas fazia questão de votar.
Teve horas que eu quase dormi sentada lá. Na próxima eleição (que eu provavelmente vou ser convocada) eu não vou voltar as 4 da manhã pra casa. Dormi duas míseras horinhas. Passei as proximas 10 falando mal das pessoas. O que eu nem achei que aconteceria porque, na minha seção, tinha apenas eu de menina. Tenho que confessar que os homens realmente não prestam. Falam mal de tudo e de todos. O bom é que dá pra se tirar várias risadas disso tudo.
É legal trabalhar em eleição, mas cansa. Estou muito melhor em casa conversando com o Tato no msn, me entupindo de jabOticaba no aconchego da minha cama.
Não podemos deixar de mencionar que, trabalhando hoje no referendo, ganho dois dias de folga no serviço sem descontar nada.
Acho que não falei nada sobre onde estou trabalhando.
Não vai ser hoje também porque estou sem pique...
Tenham uma boa semana!
Mimmy às 21:50
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Terça-feira, Outubro 18, 2005
Antigamente, achava que seria legal fazer 20 anos.
Números pares são sempre legais, ainda mais quando são redondinhos.
Sempre pensei que com 20 anos estaria conformada com meu cabelo e com meu tamanho (na realidade, eu pensava que iria crescer mais alguns centímetros).
Imaginei que não teria mais crises de mau-humor e, caso tivesse, as pessoas me compreenderiam.
Cheguei a acreditar que um dia eu seria normal como as pessoas que vejo pelas ruas, shoppings e bares.
Sonhei estar fazendo alguma coisa que eu realmente gostasse.
Pensei que as pessoas poderiam ser menos falsas e mais amigas.
Hoje, dia 18 de outubro de 2005, faço 20 anos e só estou pensando nas rugas e nos cabelos brancos que começarão a aparecer daqui pra frente.
Porque o resto... era sonho!
Pelo menos os amigos fodásticos (e, não podemos esquecer de mencionar a carteira de habilitação) eu conquistei!
Amo vocês!
Mimmy às 00:27
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Segunda-feira, Outubro 17, 2005
Do teu silêncio
minhas noites tornam-se insones...
Indolentes.
Seus segredos
amentam minhas ambições
e inibições.
Do corpo livre,
pensamentos enclausurados
e entorpecidos...
Silêncio!
"Se eu soubesse antes o que sei agora..."
Teria, no mínimo, tirado um proveito maior!
Mimmy às 00:45
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Sábado, Outubro 15, 2005
É noite de Outubro
O céu está escuro
porém, o sentimento
é claro.
A persistente solidão
e a incoveniente exatidão
do pensamento
agora, vago.
Qual seria o meu dever
já que não há o que escrever?
Estou sem idéias e sem ânimo hoje... Sinto muito!
Mimmy às 01:38
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Sexta-feira, Outubro 14, 2005
www.mimmylove.blogger.com.br
hipótese é com "h"
Atenção vc esta falando com o bom,em ipotese alguma de um fora nele se não se arrependera!!!=]
dã é logico
www.mimmylove.blogger.com.br
então pq você não arruma o nick?
Atenção vc esta falando com o bom,em ipotese alguma de um fora nele se não se arrependera!!!=]
q?
www.mimmylove.blogger.com.br
o seu nick... hipótese no seu nick está escrito errado
www.mimmylove.blogger.com.br
esta escrito ipotese
Atenção vc esta falando com o bom,em ipotese alguma de um fora nele se não se arrependera!!!=]
a ta
Mimmy às 01:00
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Quarta-feira, Outubro 12, 2005
Queria pular no poço
mas, não posso.
Só te peço
que ela possa
pular na poça
e fazer a peça,
sem que impeças.
E, não tropeça
neste espesso
e longo espaço.
Ignore o impasse
e siga o compasso.
Mimmy às 01:56
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"Melhor ficar quieta" pensei.
Como se pudesse adivinhar que eu não estava pra conversas, ele me fez várias perguntas para que eu respondesse com a cabeça, fazendo sinais negativos ou positivos.
"Sente-se melhor?", "Lembra do que aconteceu?".
Ambas as perguntas foras respondidas com um sinal negativo muito lento, já que, movimentos bruscos causavam enjôo.
"Quer ir embora?" ele perguntou. Eu, mais do que rápido (na medida do possível), sinalizei que sim.
"Pois você não vai... Vai ficar internada aqui até que os outros médicos te dêem alta!"
Eu não podia acreditar... Eu queria ir embora, queria vestir meu pijama quentinho e deitar na minha cama enquanto tomo um café. Lembrei-me que, da última vez que estive no hospital, não fiquei mais do que 4 horas tomando um soro que me deixou com sede nos próximos 3 dias. Mas a partir do momento em que você está em casa você irreleva esses fatores porque sabe que está bem protegido e que vai poder matar sua sede a hora que bem entender. Minha mãe fazia várias sopinhas que me deixava muito bem. Minha preferida é a de brócolis... Eu só não gosto do chá. Acho muito sem-graça mas, depois de um ou dois dias, eu já podia voltar a tomar meu querido café. Eu chegava a pensar que era legal ficar ruim a ponto de ter que ir pro hospital porque sabia que tudo ficaria melhor do que antes... Pelo menos por um tempinho.
Desta vez, eu só sentia enjôos e tonturas. Não podia me levantar da cama, nem podia tomar café.
Eu estava com frio mas, ele me dissera que eu estava bem agasalhada e, que este frio, era devido ao soro que entrava no meu corpo.
Ele costumava ser muito brincalhão com seus pacientes. Acho que para passar uma certa segurança ou para animá-los, mesmo porque, o ambiente hospitalar não é dos mais agradáveis.
Hoje ele esta sério e parece preocupado. Eu quero muito perguntar se eu vou morrer ou alguma coisa do tipo mas, só de pensar em perguntar, me sinto mal. Acho melhor deixar para mais tarde...
Mimmy às 00:23
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Segunda-feira, Outubro 10, 2005
Vitória
De graça, não tem graça.
E, da tua desgraça,
me abraça
pela minha taça!
Mimmy às 01:31
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Sábado, Outubro 08, 2005
Nossa, eu nem sei se é necessário eu comentar o quanto foi maravilhosa minha noite ontem...
É necessário, sim! Tem coisa que vale a pena ser publicada...
Há muito tempo eu não me divertia dessa forma.
Ontem eu pude contar com a companhia de pessoas fodásticas que deixaram minha noite perfeitamente perfeita.
Muitas risadas, risadas e mais risadas.
Conversas agradáveis com pessoas que podemos, com toda certeza, considerar amigos.
Esses amigos que estão sempre lá quando mais preciso.
Ver o sol nascer na companhia de vocês é uma sensação inexplicável.
Quem foi viu, quem não foi, perdeu. E não foi pouco não!
Hoje to gay mesmo e consequentemente, um post gay pouco se lixando com erros ortográficos ou concordâncias verbais... Nada disso importa quando se tem amigos como os meus!
Amo vocês e vocês sabem de quem estou falando!
amém!
Mimmy às 18:46
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Sexta-feira, Outubro 07, 2005
Eu odeio esse tom confessativo que assumo quando falo de sexo. Mas em algum lugar tenho de grafar essas palavras (confissões?) de coisas que me aconteceram há pouco. O combinado era o seguinte, por duzentos reais a hora eu deveria seguir a mulher de meu cliente e descobrir se ela o traia. Ele sabia que sim, senão nunca teria entrando por aquela porta na tarde de anteontem. Mas precisava do flagrante, de provas. No fim tudo se resume ao dinheiro. Dinheiro que as causa processuais consumiriam com um longo e doloroso litígio.
Ela não dificultou muito o meu trabalho. Já no primeiro dia de investigação saiu do treino e, com seu instrutor de squash, foi direto para um motel na saída noroeste. Por duzentos reais (uma hora de serviço perdida) convenci o espinhento recepcionista a ignorar minha presença nos corredores do Royal.
Segui até o quarto indicado, com o ouvido colado na porta quis ouvir se o flagrante já podia ser pego. Não demorou muito. Os gemidos não tinham a menor intenção de disfarçar o prazer que sentia ali. Se não tivesse visto ela entrar com o rapaz, pensaria que se divertia sozinha na cama, dando prazer a si mesma. Parou de imaginar isso quando percebeu que não era apenas seu ouvido que encostava a porta. Pressionado resolveu acabar logo com o trabalho que fora fazer. Usou o cartão que pegara emprestado na recepção e abriu a porta. De máquina em punho, tentando não atrapalhar o casal, entrou no quarto quieto. Já tinha feito isso outras vezes, mas nunca deixa de ser desconcertante. Desta vez parecia mais ainda. Ela estava de frente para a porta sentada sobre ele. Não deixava de ter elegância subindo e descendo enquanto gemia alto e parecia estar atingindo o mais tântrico dos orgasmos. Mas ela estava apenas se divertindo. Quanto prazer uma mulher podia sentir? Ela parecia sentir todo. Minha presença não a incomodou, ela continuou subindo e descendo e a câmera a excitava ainda mais.
Com o vestido levantado até a cintura e as alças caídas os seios apareciam e, na minha opinião nunca deveriam ser cobertos. Por fim não mais fotografava mais contemplava. Ela não se importava mesmo. O instrutor quando percebeu que havia companhia no quarto tentou desvencilhar-se da situação como quem não quer mais. Se vissem a cara de tristeza que ela fez quando foi interrompida, teriam condenado o pobre diabo a morte. Ele levantou-se e pateticamente pegou as roupas no chão. Perguntou-me do que se tratava, sem olhar-me nos olhos. Disse-lhe que era um flagrante de adultério. Ele disse que ia embora, que não queria se envolver. Provavelmente não queria era perder o emprego no Country Club. Quis insinuar que poderia pagar-me pelo filme, mas deixei claro quando deixei aparecer a arma sobre o blazer, que não era uma idéia contrariar meu senso ético. Ele então foi até a porta para sair. Só então ela se pronunciou. Pediu para que ele ficasse, ¿quem sabe a três a diversão não seria ainda melhor?¿. Ele nem olhou para trás terminou de sair tentando vestir as calças.
Quando voltei-me para a cama para lhe pedir que se vestisse, ela estava atrás de mim. Os seios nus pareciam querer falar comigo. Pensei em toca-los, mas sob que pretexto. Não estávamos num filme pornográfico. Ela me perguntou se eu a ajudaria a terminar o que tinha começado, não queria ficar sem gozar. Tentei fazer cara de indignado, neguei veementemente e disse que meu trabalho estava finalizado por ali. Foi então que ela me tocou e perguntou porque meu pau estava duro assim. Mesmo para quem nunca fica sem resposta, como eu, era difícil encontrar uma pertinente naquele momento. Então ela pegou minha mão e colocou sobre um dos seios, pensei de novo que eles mereciam a liberdade eterna. Tirou a mão do meu membro e pegou a minha outra mão deixando-a sobre seu sexo úmido e quente. Porque não a detive? Podia dizer algo, mas era tarde demais, ela já mostrava que aquela boca não servia apenas para dizer coisas impertinentes. Beijou-me a boca, mas antes que eu correspondesse, beijou-me o peito nu (quando foi que ela desabotoou minha camisa?), abriu-me o cinto e engoliu-me. Dali para a cama também não percebi, mas ela, como tinha dito, estava terminando o que tinha começado como queria. Gemia como antes, mas melhor, agora era eu que a fazia gritar. Ela ditava o ritmo, fazia mais devagar o mais rápido conforme sua vontade. E eu deixava, era um pau para ela. Não sei se interessava o resto naquele momento. Cumpri meu papel, até que ela então pediu que eu gozasse nos seus peitos. Lembrei deles de novo e pensei que iria estragar a beleza jorrando imundo sobre eles. Mas ela queria e eu já não estava em condições de impor nada. Enquanto segurava seu seio direito com uma das mãos e usava a outra para satisfazer sua vontade, ela se tocava e gozava sozinha. Enquanto ela tomava banho eu já pensava na revelação das poucas fotos que fiz. A trepada foi muito boa, mas serviço sempre foi serviço.
Mimmy às 03:57
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Quinta-feira, Outubro 06, 2005
E, da tua ausência,
nasce minha ansiedade,
tranforma-se em indolência,
dissolvendo minha essência.
Em ascensão, minha saudade.
Sentindo falta de algo que nunca tive...
Mimmy às 00:20
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Terça-feira, Outubro 04, 2005
...
Deve ser próximo das 7:00 horas da manhã. Sei que devo partir mas não posso.
Sinto que estou deitada em algum lugar e, quando abro os olhos, já não se vê as luzes multicoloridas e ultra-reluzentes. Está tudo branco e o silêncio torna-se tão barulhento quanto a música que tocava à pouco.
Fecho os olhos e ouço uma voz que me parece familiar. Devo estar enganada, "minha mãe jamais viria pra uma festa dessa" pensei. Antes de que eu pudesse rir dessa suposta piada, olho para meu braço, injetado por uma agulha que dava pra um caninho plástico por onde pasava alguma coisa transparente, levo alguns segundos e concluo que estou no hospital... De novo.
Aquela sensação de que tem alguma coisa entrando pela veia do seu braço, fazendo você se sentir tão podre quanto devia estar antes do médico receitar isso, é deplorável.
Não era a primeira vez então sabia que, em pouco tempo, estaria no meu lar doce lar desfrutando dos cuidados especiais que costumava receber da minha mãe em situações parecidas com essa.
Quando abro novamente os olhos, está ele, parado na minha frente, como se quisesse me dizer alguma coisa.
Tentei falar e, no primeiro esforço para abrir a boca, sinto um tórrido enjôo seguido por uma queda de pressão, o que me levou à calafrios em milésimos de segundo.
Achei estranho já que costumava ter grande disposição quando se tratava de satirizá-lo.
...
Mimmy às 00:42
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Segunda-feira, Outubro 03, 2005
"Nada que um café não resolva..." Essas foram minhas palavras quando acordei hoje completamente renovada.
Nessas horas que percebo que não precisamos de ninguém para nos sentirmos melhor.
Não que estar com os amigos seja ruim mas, às vezes, ficar sozinho é melhor (como eu já deixei bem claro ontem).
Foi um dia agradável, simples, mas com um diferencial. Estou me sentindo extremamente bem. Por consequencia, acabei fazendo com que algumas pessoas a meo redor se sentissem mais "confortáveis" ou, pelo menos, com pouco medo.
Lógico que devo o término do dia às pessoas que me fizeram companhia no meu café.
Muitas histórias cômicas e, por que não, constrangedoras.
Enfim, conversas que não devem ser comentadas aqui por serem extremamente confidenciais e, só quem estava lá pra saber...
Amanhã eu vou publicar a segunda parte da "Inspiração Estúpida Parte 2".
Pra quem não tiver nada pra fazer, passa aqui novamente e dá uma conferida.
E, lembrem-se, a vida é efêmera demais... Amanhã, nunca se sabe!
Boa Noite e Bom começo de semana pra todos!
Mimmy às 02:11
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Domingo, Outubro 02, 2005
"Qual vai ser o programa, heim?" (tirado do livro A Clockwork Orange de Anthony Burgess)
Depois de vários convites (à lugares onde eu não queria ir) recusados, acabei por sair sozinha para tomar o tão querido café rotineiro no mesmo posto de sempre.
Estava andando e pensando se realmente teria valido a pena ter arrumado meu cabelo hoje.
Pode parecer estúpido e fútil mas, perdi boa parte do meu dia o arrumando em vão, já que chovera.
Acho que deveria ter ficado em casa e terminado de ler o livro "Senhora" de José de Alencar que, apesar de não ser o gênero que eu gosto, tá bem interessante.
Ontem aluguei 2 filmes bem legais.
O primeiro que assisti foi "Adeus, Lênin!" (Good Bye Lenin! de Wolfganger Becker, Alemanha, 2003) que já fora comentado no jotelog.
O outro foi "Christiane F., 13 anos, drogada e prostituída" (Christiane F. Wir Kinder Vom Bahnhof Zoo 1981) tirado do livro com o mesmo nome. Custei muito a alugar esse filme, já que, sabia de toda a história mas, é bem legal... Vale a pena conferir.
A história se passa em Berlim, na década de 70. A curiosidade da vida noturna e o tédio pela vida simples levou Christiane a mentir para a mãe e então, entra em contacto com o obscuro mundo das drogas, para tentar entrar no grupo da amiga e não ser excluída. A partir deste momento começa a descer a espiral da decadência humana.
A trilha sonora é fantástica. O que me impressionou foram as músicas do Bowie que se encaixaram perfeitamente nas cenas do filme.
O livro (e, por consequência, o filme) são baseados em fatos reais, o que deixa mais interessante.
Enfim, voltando a saga da Michelle procurando alguma coisa pra fazer, percebi o quanto eu faço um imenso favor a humanidade em dias como hoje.
Eu não seria uma boa companhia pra ninguém e, com toda certeza, isso me chatearia ainda mais.
É bom ficar sozinho quando se quer ficar sozinho e ponto.
Mimmy às 02:13
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Sábado, Outubro 01, 2005
Eugênia: a Claudinéia veio me falar que eu sou fria demais com as pessoas
Deodoro: Gê, vc eh fria demais com as pessoas?
Eugênia: eu não me sinto fria demais com as pessoas
Deodoro: otimo Gê...maravilhoso..pq vc naum eh fria com as pessoas...
Deodoro: vc pode ser ausente, estranha, coisas do genero...r.s..mas naum eh nem um pouco fria...sempre demonstra um carinho qndo estah por perto...
Deodoro: naum se martirize com coisas assim Gê..
Deodoro: vc naum precisa disso...
Deodoro: primeiro
Deodoro: quem eh a Claudinéia pra dizer algo de vc?.rs...e outra, as pessoas se aproximam de vc pq querem, comprando todo o pacote Eugênia.r.s..e naum apenas as coisas boas...Gê,...vc eh assim, vc demonstra carinho de uma forma diferente...
Deodoro: tentar te mudar seria buscar outra pessoa, outra Eugênia...
Deodoro: e se o kra gosta de vc, entaum eh vc por inteira q ele deve querer...e naum apenas as qualidades...
Eugênia: Obrigada
Eugênia: vc sempre acha um jeito de me animar
Deodoro: rs...naum precisa agradecer Gê..rs...eu soh falo o q penso.r.s..e olha q hj eu to ateh um pouco lerdo por causa dessa gripe hehehe.rs...naum canso de dizer Gê..eu te respeito mto..e me importo com as pessoas q respeito..todas as outras podem apodrecer no inferno, mas gosto de saber q pessoas como vc estaum bem.r.s
...
Mimmy às 02:40
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Quinta-feira, Setembro 29, 2005
Tem milhões de luzes coloridas brilhando em meu rosto. Todas as cores que você pode imaginar movendo-se frenéticamente provocando uma exaltação de sentidos que refletem no corpo, já contagiado pela música ensurdecedora com batidas que se igualam com as batidas do coração.
Tantas pessoas dançando e se contorcendo ao ritmo denso, num ambiente denso.
Não se pode ouvir ninguém, não se quer ouvir ninguém, apenas a música.
Sem perceber, estou na entrada, parada na porta esperando alguém, que não lebro quem mas, sei que devo esperar.
Alguém veio falar comigo, mas não sei quem é ou o que falou. Estou perplexa olhando aquela menina linda parada no outro lado da rua, chorando enquanto passa um batom escarlate que contrasta com sua pele extremamente branca e seus cabelos louros.
Não consigo parar de imaginar milhões de motivos que tenha a levado a chorar mas, agora, um rapaz está falando com ela.
Ele está oferecendo alguma coisa, provavelmente uma bala que, ela não hesita em aceitar.
Começou a tocar a música que eu estava esperando enquanto ela sorri para o rapaz e o chama para entrar.
Lá dentro não se vê mais nada, não se sente mais as pernas cansadas. Há apenas música.
Todos os sentidos estão perdidos e, de certa forma, você não quer recuperá-los.
Definitivamente, não há motivos para se querer alguma coisa naquele momento. Não há mais nada no mundo que vá te fazer mais feliz.
Nem ninguém. A não ser você!
...
Mimmy às 00:36
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Domingo, Setembro 25, 2005
Lá estava ela
sentada no mesmo banco,
do mesmo bar,
com as mesmas pessoas...
Hoje tinha algo diferente,
estava chovendo.
Ela ficou parada
observando a chuva cair
lenta e macia.
A gota d'agua
transluzia milhões de cores...
Não há dúvidas de que ela
pensava em sua vida
e em como as coisas
não estavam como ela queria.
Ela não entendia o por quê das pessoas
continuarem ao seu redor.
Por que gostavam dela?
Não havia reciprocidade.
Ela não amava nada,
nem ninguém.
Só ela...
Mimmy às 18:58
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Sábado, Setembro 24, 2005
Heráclito: vc ainda tem amigos imaginários?
Tarsila: tenho
Tarsila: a rosicleide
Heráclito: ela cresceu com vc ou ainda e a mesma pessoa de quando vc criou?
Tarsila: cresceu comigo
Tarsila: eu tenho uma má impressão de menininhas
Heráclito: bom, diminui o grau de esquizofrenia
Heráclito: má impressão?
Tarsila: é
Tarsila: tipo a menininha do chamado
Heráclito: que medo
Heráclito: crianças são assustadoras
Heráclito: hollywood descobriu isso e tem usado contra nós
Tarsila: esquizofrenia... olha quem fala
Heráclito: eu já assumi minha anormalidade
Tarsila: ah.. e isso deixa você menos esquizofrenico
Tarsila: engraçadinho
Heráclito: não, não deixa, mas como eu já avisei e vc continua conversando comigo fico eximido de responsabilidades
Heráclito: meu problema na verdade é outro, multiplas personalidades
Tarsila: ah
Tarsila: (nossa)
Heráclito: inclusive elas conversam comigo
Tarsila: legal Heráclito
Heráclito: só não me dão ordens (ainda)
Tarsila: convida elas pra ir no cinema com vc
Heráclito: sempre vão, mas ficam conversando durante o filme, odeio quem conversa durante o filme
Heráclito: mesmo se for outro eu
Tarsila: hmmm
Tarsila: interessante
Tarsila: nomes?
Heráclito: não, características. Tem o chorão (ele é sensível e chora vendo tv ou quando não se realiza com o sexo oposto)
Heráclito: o autoritário (é o trabalhador da casa, gosta de tudo do jeito dele e não tolera trabalho errado ou mal feito)
Heráclito: o preguiçoso (a frase favorita dele é "amanhã eu faço". Me impede de fazer muitas coisas, inclusive sair de casa, vive brigando com o autoritário)
Heráclito: o intelectual (busca estar informado, le o jornal, livros, ouve música, se preocupa com a polidez e a correção, o mais chato deles)
Heráclito: o Bonzinho (é o que menos aparece, quer ajudar a todos, acha que se fizer a parte dele o mundo será melhor e pensa em doar coisas pras pessoas)
Heráclito: esses são so qeu foram diagnosticados até agora
Tarsila: ahiuahaiuhaiuhaiuhaiuha
Tarsila: quem ta ai agora?
Heráclito: agora tá a síntese, que é o mais próximo de um Heráclito verdadeiro, mas agora a pouco estava o intelectual
Mimmy às 15:46
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Depois de 40 minutos escolhendo um filme para assistir na quinta-feira à noite, já que ficaria em casa, saí da locadora de filmes, acendi um cigarro e me dirigi para um ponto de ônibus mais próximo que havia ali.
Sentei-me no banco e fiquei observando os carros passarem em alta velocidade na Avenida Independência.
Ao lembrar o nome da Avenida, recordei-me dos tempos de colégio, dos professores se esforçando ao máximo para tentar enfiar algum conhecimento na cabeça dos alunos que, a cada 10 segundos, se distraiam com bolinhas de papel voando em todas as direções...
Não consegui conter minha emoção ao lembrar desses fatos e, de leve, dei um sorriso meio sem-graça. Para disfarçar, resolvi dar a última tragada do que sobrara do meu cigarro quando um rapaz, que deveria ter entre 23 anos e 7 meses a 26 anos e 8 dias, balbucia algo do tipo: "-Que desperdício! Uma moça tão bonita, tão jovem... Fumando!".
Eu costumaria devolver esse inoportuno comentário com uma frase do tipo "Pior você, que não fuma e é feio pra tedéu! Isso sim é um risco pra saúde humana!" mas, como eu estava de muito bom-humor e minha mãe me ensinou ter boa educação com as pessoas, dei apenas um sorriso desgostoso e disse: "-Que coisa, né?!".
Olhei para o relógio, desejando que o ônibus chegasse o mais rápido possível para que a situação não ficasse ainda mais contrangedora e, mais uma vez, o rapaz se manifesta :"- Você sabe que o cigarro faz mal para a saúde?".
"Meu Deus!!!" pensei. Agora era fato, o cara ia tentar me dar uma lição de moral e me ensinar boa saúde. "-Sei sim. Sei que causa câncer nos pulmões, garganta, língua... Sei também que causa impotência sexual, mau-hálito, envelhecimento precoce entre outras coisas..." foi o que acabei respondendo para que ele se conscientizasse de eu já estava farta de todas as advertencias feitas pelo ministério da saúde.
"-E você sabia que os fumantes sofrem uma exclusão muito grande no mercado de trabalho, na sociedade..." ele prosseguiu e antes que ele terminasse o interrompi, falando um "sei, sei" bem seco.
"-Mesmo assim, você continua fumando?" o 'Sr. Exemplo pra Sociedade' perguntou espantado.
"-Continuo!" respondi convicta para que ele não tentasse uma lavagem cerebral, ou coisa assim.
Olhei para o relógio novamente. Os segundos pareciam congelados.
Quando achei que a conversa tinha acabado por ali, ele pergunta novamente: "-Por que?".
"Porque isso me dá prazer, moço!" respondi com uma entonação meio alta e irritada.
"-Só isso que te dá prazer?" e deu um sorriso um tanto sacana pro meu gosto.
"-Não, não... outras coisas me dão prazer também, mas a vantagem do cigarro é que posso carregar esse prazer na minha bolsa e usá-lo a hora que eu bem entender".
"-E você acha que vale a pena prejudicar sua saúde por um prazer prolongado?"
E então comecei a perder o pouco de paciência que tinha me sobrado e respondi:
"-Olha moço, se eu achasse que não valesse a pena, eu simplesmente não fumaria."
Ele balançou a cabeça, como se finalmente tivesse entendido que eu não queria conversa, e virou pro outro lado.
O ônibus chega, me levanto e, quando estou chegando na porta do ônibus, começa a chover.
Que sorte, eu estava de chapinha.
Mimmy às 01:03
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Sexta-feira, Setembro 23, 2005
Tá, surgiu aí, digamos, uma inspiração... ou uma depressão.
Chamem do que quiser
Choro por não conter minha dor,
minha alma enfraquecida.
O cheiro exalado pela flor
me deprime, me castiga.
Não há mais amor...
Apenas uma despedida
entre frio e tremor
na trizteza contida.
Deveria me despedir?
Talvez não.
Deveria apenas partir
em meio à multidão,
um falso sorrir,
em tamanha solidão.
Antes que me cale,
despeço-me hoje,
para que as palavras não escapem
ou percam a pose.
Porque amanhã, não se sabe
se elas serão tão doces...
Mimmy às 04:37
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Aluguei hoje um filme muito bom indicado pelo Dalton que, de primeira, achei que seria mais um filme bobo sobre relacionamentos complicados que se resolvem no final, mas a repercussão do filme é muito interessante. Eu poderia comentar sobre ele mas, como o Dalton já o fez, e muito bem feito, confiram o blog dele e aluguem o filme porque vale a pena.
Para acessá-lo vocês podem clicar no nome dele ou aqui!
Mimmy às 03:05
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Hoje foi um dia ruim...
Me faltam palavras, falta inspiração.
Não apenas para escrever mas, para continuar vivendo.
Há muito tempo que eu não me sentia assim... De repente... Boom
Tem alguma coisa doendo, uma tristeza sem explicação, uma angústia insossa.
Não há música, não há comida, não há cigarro que cure.
Essa solidão que corroe aos poucos e da forma mais árdua, arranca aos poucos o que chamam de amor.
Não há mais amor aqui... nem o mais banal.
Hoje, sei ao certo o que quero... tudo o que quero é sumir...
Mimmy às 02:34
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Quinta-feira, Setembro 22, 2005
Há dúvidas e não há.
Sei ao certo o que não quero
mas não sei ao certo o que quero.
Desacredito dos elogios
Na mesma intensidade que os espero.
Falo com as pessoas com calma
enquanto, por dentro, berro.
Escondo segredos banais
dos amigos que considero.
Digo querer ficar sozinha,
quando quero todos por perto.
Juro estar fechada,
temo meu coração aberto.
Não sei o que quero ao certo
Só sei que não quero o certo.
E não me venham dizer que o texto está confuso...
Isso não é nada comprado a desordem que está na minha cabeça.
Mimmy às 00:37
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Quarta-feira, Setembro 21, 2005
Tá, hoje não tá sendo um dia comum...
Hoje faz 1 ano que meu cachorro morreu e me bateu uma saudade sem tamanho.
Estava lembrando como ele era um bom cachorro e como odiava as crainças.
Lembrei-me exatamente do dia em que veio o filho (chato) do amigo do meu pai, que insiste em pedir bolo de chocolate toda santa vez que ele vem em casa, entrando escondidinho pra que ninguém percebece sua inoportuna presença quando, de repente, meu super-cachorro sai correndo atrás dele e da uma mordidinha em seu popô.
Foi lindo. Pode parecer crueldade, mas foi lindo!
É lógico que meu cachorro ganhou vários afagos e carne por seu ato heróico e, claro, pra que ele soubesse que ele tinha feito o que tinha de ser feito.
Lembrei também do dia que ele foi atropelado e voltou todo down pra casa. Não-sei-quem falou pra dar arnica com álcool pra ele e, fizemos o coitado beber a força um copinho (daqueles de café), inteiro.
Hehehe, eu achei que ele ia bater as botas naquele dia mas eu acho que ficar de porre fez bem pra ele... Claro que ele desmaiou, mas em alguns segundos ele estava de volta e tudo ficou bem.
É de praxe lembrar a forma como ele gostava de chamar a atenção de todos... Mas isso fica só para os mais íntimos.
Enfim... Foram 12 anos de convivência com o único ser que eu tinha certeza que se importava comigo.
Quik, (não dêem risada do nome de alguém que já não está mais entre nós) não importa a distância, você sempre será o cachorro do meu coração e das lembranças mais bizarras que já tive na minha vida.
Tem uma tentativa de poesia que fiz quando ele morreu...
A casa vazia
Todos estão aqui
e mais alguns
Desvio, esbarro em alguém
Não há espaço nenhum
Todos estão falando
e mais alguns...
Estão nos cômodos
Em toda parte
Mas a solidão bate n'alma
É tudo vazio sem sua arte
Ouço os gatos miando
Ouço os cães que latem
Ouço as pessoas falando
É tudo insignificante.
Tenho a sensação que está dormindo
Torno minha voz sussurrante
Mas a casa parece vazia
Você permanece distante.
Mimmy às 04:08
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Terça-feira, Setembro 20, 2005
Ontem, depois de ensaiar muito, fui caminhar na expectativa de perder
uns kilinhos, já que o verão está chegando e estou compeltamente fora
de forma.
Estava eu, com aquela roupa desconfortável, porém, com um tênis muito
confortável que o vendedor garantiu ser perfeito para caminhadas.
E é mesmo... andei cerca de 2 horas e parecia que estava pisando em nuvens...
Não que eu já tenha pisado em alguma nuvem antes mas, como todos associam a nuvem com o fofo
algodão, tiro o exemplo por aí.
Quando finalmente me cansei, percebi que estava na frente de uma biblioteca e, então, resolvi
parar ali.
Aluguei um livro que parecia ser bem interessante, a capa era uma banana amarela e estava
escrito "Rejuvenescedores disfarçados de bananas".
No livro tinham diversas receitas de como combinar as bananas com outros produtos naturais
para serem usadas como forma de "creme anti-rugas" e coisas do tipo.
Desci as escadas da biblioteca e, chegando lá fora, avistei um banco de cimento, como aqueles
que se têm em praças, embaixo da imensa sombra que a árvore fazia. Devia ser umas 3 horas da
tarde e o sol estava escaldante. "É lá mesmo que vou me sentar!" pensei.
Comecei a ler o livro e não demorou muito pra que eu pegasse no sono. Quando acordei parecia
que estava em uma outra dimensão, ou eu qualquer outro lugar que não era o mesmo que eu estava
à alguns minutos atrás.
Me colocaram atrás de uma grade que dava vista pra um longo campo verde, onde a faixa de grama
incandescia eu um verde elétrico pela luz brilhante do sol. Tinha também muitas margaridas
amarelas que exalavam um certo cheiro de velório mas que, para aquela ocasião estava até que
caindo muito bem.
Senti que deveria pular aquele portão e correr até chegar naquele carro preto com insulfilme
nos vidros.
Assim o fiz. Quando estava escalando o portão percebi que alguma coisa tinha enroscado em
algum lugar.
Resolvi deixar pra lá e seguir em frente com meu plano. Corri com os tênis perfeitos para
caminhada e, quero deixar bem claro que eles são bons apenas para caminhadas...
Quando você corre com eles você tem a sensação de que sua cabeça vai explodir e que
vai escorrer sangue pelos seus olhos.
Quando eu ainda estava na metade do caminho, senti que tinha alguma coisa correndo atrás de mim.
Olhei rapidamente para que eu não caísse, já que eu estava correndo.
Eram dois cachorros enormes e pretos. Tava na cara deles que eles queriam sangue.
Olhei pra frente e corri além do que eu podia...
Consegui chegar até o carro e, por sorte, a porta estava aberta e, como nos filems,
tinha uma chave no contato.
Liguei e, lógico, passei em cima dos dois cachorros que estavam estragando toda a tintura
do carro. Unhadas de cachorro marcam muito na tintuta preta.
Estava sem rumo e com fome... Decidi ir pra casa.
Jurandira diz:
a georgete da nossa sala tah online
Jurandira diz:
q vontade de convida ela pra conversa e fala
Jurandira diz:
hauiahai
Lucrécia diz:
verdade
Georgete foi adicionado à conversa.
Lucrécia diz:
e ai Georgete
Lucrécia diz:
tudo bem?
Georgete diz:
oi p/ vcs, td bem?
Lucrécia diz:
comigo tudo bem...
Georgete diz:
q bom
Lucrécia diz:
entao ta bom heheheh
Georgete diz:
hehehehehee
Lucrécia diz:
vc tem orkut Georgete?
Georgete diz:
nem tenho...
Lucrécia diz:
hmm
Jurandira diz:
oiee
Jurandira diz:
ai merda
Jurandira diz:
de net
Antonieta foi adicionado à conversa.
Georgete diz:
nem sei meche direito nesses baratos
Lucrécia diz:
vc sabe q a gente descobre bastante coisa nesse tal de orkut né
Georgete diz:
num sei...hauahau..o q por exemplo?
Lucrécia diz:
tipo um monte de coisa...
Lucrécia diz:
coisa q vc nem imagina
Georgete diz:
ahhhh...entendi....um monte de coisa...hauaha
Georgete diz:
me conta...tah me deixando curiosa
Jurandira diz:
huahaa(não tem graça)
Lucrécia diz:
Jurandira
Lucrécia diz:
vc q tem a cabeça melhor que a minha
Lucrécia diz:
como era o nome da menina?
Jurandira diz:
josephina?
Lucrécia diz:
isso
Georgete diz:
q q tem
Jurandira diz:
vixi tem mta coisa
Lucrécia diz:
tem mesmo
Georgete diz:
me contem..
Georgete diz:
senhoras me falem
Lucrécia diz:
Georgete
Lucrécia diz:
vc ta saindo com o Demóstenes, não ta?
Georgete diz:
to ..pq
Lucrécia diz:
tem uma coisa sobre o Demóstenes que vc desconhece
Georgete diz:
então me falem
Lucrécia diz:
presta atenção
Lucrécia diz:
pq é o seguinte...
Lucrécia diz:
eu vo te fala pq eu acho uma puta sacanagem o q ta acontecendo
Georgete diz:
então me fala
Antonieta foi adicionado à conversa.
Lucrécia diz:
e eu num vo fica vendo essa coisa ridicula acontece na frente dos meus olhos e nao falar nada
Lucrécia diz:
e não to querendo arrumar confusão, não... Eu só acho errado o cara fazer isso com você...
Georgete diz:
então fale
Lucrécia diz:
hj eu nao sei
Lucrécia diz:
mas até esses dias o Demóstenes tinha uma namorada na cidade q ele mora
Georgete diz:
a josephina
Lucrécia diz:
isso
Lucrécia diz:
fora isso
Lucrécia diz:
terça feira
Lucrécia diz:
ele ficou com uma menina e logo em seguida ficou com vc
Lucrécia diz:
fora isso
Georgete diz:
ahh logico...
Georgete diz:
meu deus, num acredito...
Antonieta diz:
naum?
Lucrécia diz:
tem mais uma coisa
Lucrécia diz:
vc quer saber?
Georgete diz:
sim
Lucrécia diz:
ele apostou com o Godofredo q ele ia conseguir ficar com vc e passar a mao em vc todinha
Lucrécia diz:
e tem mais gente q sabe disso
Lucrécia diz:
fora eu, a Jurandira, Antonieta e Godofredo
Georgete diz:
como vcs sabem?
Lucrécia diz:
informantes q pediram sigilo
Antonieta diz:
mew
Antonieta diz:
tipow
Antonieta diz:
na boa, axo q quase toda sala sabe
Mimmy às 00:12
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Segunda-feira, Setembro 19, 2005
Olho adiante
e vejo
Os olhos radiantes
e anseio
Por seus lábios
envolventes
E teu abraço
inconseqüente
Sob a noite
tão perdida
E boas maneiras
esquecidas
Deixo pra depois
amanhã
Porque hoje
já é manhã.
Mimmy às 01:45
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Domingo, Setembro 18, 2005
A tarde cinza pressagia uma chuva iminente.
As crianças correm para suas casas,
os carros tornam-se escassos.
Em abundância, apenas o silêncio.
A calmaria paira enquanto observo
flores secas no jardim,
pássaros voando rápido e cantando pouco...
Beleza em escala de cinza.
Aos poucos, a chuva cai
quebrando o silêncio,
interrompendo pensamentos...
E, como os devaneios,
passageira.
Mimmy às 19:31
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Sábado, Setembro 17, 2005
Nada como uma renovação para ressucitar os ânimos...
Orgia de Vísceras
Vem de dentro das entranhas
Expelindo amargo fel,
Diluindo ego imenso,
na penumbra de um véu.
Uma intrépida ilusão
Motiva novo amanhecer,
Deflora agonia e êxtase
Envolvendo o meu ser.
Fecho os olhos angustiado,
Escutando melodias,
Que do fundo vem dosado
De enorme nostalgia.
A podridão que me restou
Me tornou tão salutar.
E na orgia das vísceras,
Somente vômitos fez jorrar.
Essa foi feita pelo meu pai há um bom tempo atrás...
Achei que caberia bem ao momento...
Mimmy às 06:02
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Segunda-feira, Julho 04, 2005
Olho através da janela
Sem palavras, sem idéias.
Apenas sonhos
Devaneios de uma mente cansada.
Sem perceber, me exponho
Olhando através dos olhos
Que me revelam algo óbvio,
E que talvez eu não queira enxergar.
Êita sensaçãozinha ruim!
Ouvindo Chico Buarque - Carioca
Mimmy às 01:39
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Quarta-feira, Junho 29, 2005
Poderia ser domingo, sem rumo nem direção.
O vento sacudindo as folhas úmidas
e a chuva ainda suspensa no céu.
Pássaros em revoada, de longe em alvoroço a meninada.
Eu, menina de olhos verdes e medo no coração, havia sim, um mundo de dúvidas e anseios suspensos no meu céu de verão.
Tarde cinzenta, sem rumores nem crianças.
Prédios, casas, construções, estáticas e imutáveis.
Silêncio em meu coração.
Mimmy às 01:40
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Segunda-feira, Junho 27, 2005
A noite me é dada como ameaça,
traz nuvens esparsas que pendem sobre meu teto.
Nuvens de verdades adiadas,
de sonhos encobertos.
Negrume perene, nela submergem
os artifícios do cotidiano,
fazendo com que nasça a realidade oculta,
temida e poderosa.
A noite silencia o baque surdo de meu peito,
fazendo com que se acelerem as alucinações
do dia vindouro.
Mimmy às 03:28
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Domingo, Junho 26, 2005
Eita semaninha mais ou menos...
Nenhum acontecimento histórico, nenhuma novidade de trabalho... Tudo igual mas, eu insisto, estou bem!
Não posso me queixar... afinal, nem todos os dias é carnaval!
Depois de toda euforia de sons e lampejos de fantasias... Depois de jogos de luzes, rostos, abraços e satisfações... tudo acabara... mas fica a sensação de que não demorará a voltar...
Mimmy às 04:12
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Sábado, Junho 18, 2005
Hoje, não é como aqueles dias...
Dias aqueles que foram tranquilos e cheio de alegrias!
Dias aqueles em que apenas uma palavra sua me confortava.
Talvez eu queira mais do que isso... Talvez, eu não queira nada disso.
Uma coisa é certa, faz uma imensa falta, e causa uma dor n'alma que jamais pensei que teria.
Como pode uma coisa tão insignificante tornar-se primordial?
Apesar da certeza de não haver um amanhã, passo noites em claro, sonho acordada...
É como se eu quisesse alcançar o impossível que, de certa forma, é mais prazeroso, mais envolvente.
De repente, me deparo com essa linda rosa... Uma rosa, de cor escarlate.
Nada mais que uma rosa... fazendo da natureza uma arte.
Tão linda e tão efêmera... fazendo-me perceber que a vida é tão semelhante a ela.
Não me arrependo pelos meus erros... pelo contrário, erraria novamente se necessário, se houvesse outra oportunidade...
Apenas sinto falta... de algo que nunca tive e, provavelmente, nunca terei.
Vivo tudo o que me satisfaz hoje para não me arrepender de não tê-las feito amanhã!
Vivo o hoje a tona... o amanhã...que se foda!
Mimmy às 21:20
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